quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A ERA SOMBRIA



A ERA SOMBRIA



A última geração do primeiro século, a que vai do ano 60 ao 100 AD, chamamos de "Era Sombria", em razão de as trevas da perseguição estarem sobre a igreja, e a falha de muitas informações sobre este período.

Ao longo dos primeiros três séculos do cristianismo havia tanto competição entre as religiões como o espírito de tolerância. Embora nunca tomaram recursos de armas para se defenderem, os cristãos foram o único elemento social perseguido por período prolongado

A falta de participar em festas e ritos idolatras dos templos bem como sua hostilidade a outras religiões levou o mundo da época consideram os cristãos de ateus e inimigos dos deuses. Também os cristãos passaram a se reunir de noite e em segredo e começaram a mostrar afeição uns pelos outros. Ao mesmo tempo celebravam a ceia do Senhor (comer o sangue e o corpo de Jesus) deu margem às acusações de antropofagia ou canibalismo.

Assim durante década foi lhes atribuído as seguintes acusações: ateísmo, licenciosidade e canibalismo.

O cristianismo chocou as sensibilidades dos filósofos e mais educados justamente pelo entusiasmo de seus adeptos. Pior, entraram em conflito com os vendedores de ídolos e os comerciantes da idolatria. Trouxe assim contra eles a má vontade duma classe poderosa.

O Paganismo em suas práticas aceitava as novas formas e objetos de adoração que iam surgindo, enquanto o Cristianismo rejeitava qualquer forma ou objeto de adoração.

A adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida. As imagens eram encontradas em todos os lares, e até em cerimônias cívicas, para serem adoradas. Os cristãos, é claro, não participavam dessas formas de adoração. Por essa razão o povo considera os cristãos como " Anti-social e ateus que não tinham deuses.

A adoração ao Imperador era considerada como prova de lealdade. Havia estátuas dos imperadores reinantes nos lugares mais visíveis para o povo adorar. Os cristãos recusavam-se a prestar tal adoração.

As reuniões secretas dos cristãos despertaram suspeitas. De praticarem atos imorais e criminosos, durante a celebração da Santa Ceia, eram vetada a entrada dos estranhos.

O Cristianismo considerava todos os homens iguais. Não havia distinção entre seus membros, nem em suas reuniões, por isso foram considerados como " niveladores da sociedade ", portanto anarquistas, perturbadores da ordem social.

Perseguição (Nero)

Nero chegou ao poder em 54, todos os que se opunham à sua vontade, ou morriam ou recebiam ordens de se suicidar.

Assim estavam as coisas quando em 64 AD aconteceu o incêndio em Roma. Diz-se que foi Nero, quem ateou fogo à cidade, Contudo essa acusação ainda é discutível. Entretanto a opinião pública responsabilizou Nero por esse crime. Afim de escapar dessa responsabilidade, Nero apontou os cristãos como culpados do incêndio de Roma, e moveu contra eles tremenda perseguição. O fogo durou seis dias e sete noites e depois voltou a se acender em diversos lugares por mais três dias.

- Milhares de cristãos foram torturados e mortos.

- Muitos serviram de iluminação para a cidade, amarrados em postes e ateado fogo.

- Muito foram vestidos com peles de animais e jogados para os cães.

- Nesta época morreram :

- Pedro - Crucificado em 67

- Paulo - Decapitado em 68

- Tiago - Apedrejado depois de ser jogado do alto do templo

Além de matá-los fê-los servir de diversão para o público.

A Perseguição (Domiciano)

No ano 81 Domiciano sucedeu ao imperador Tito que invadira destruíra Jerusalém no ano 70. Com a destruição de Jerusalém Domiciano ordenou que todos os judeus deviam enviar à Roma as ofertas anuais, que eram enviadas a Jerusalém, estes, por sua vez não obedeceram, o que desencadeou a segunda perseguição, não somente aos judeus mas também aos cristãos.

Durante esses dias milhares de cristão foram mortos, especialmente em Roma e em toda a Itália. Nesta época o apóstolo João, que vivia em Éfeso, foi preso e exilado na ilha de Patmos, foi quando recebeu a revelação do Apocalipse.

Promoveu uma perseguição muito severa em Roma e na Ásia Menor, as duas onde o cristianismo parece ter se expandido mais até então. Esta perseguição parece ter acontecido um pouco antes da sua morte. Envolveu a morte do cônsul Flávio Clemente e sua esposa Flávia Domitila.

Trajano (98-117)

Proibiu as sociedades secretas, inclusive o cristianismo.

AS PERSEGUIÇÕES IMPERIAIS

Este período vai da morte do Apóstolo João, ano 100 AD até o Edito de Constantino, ano 313 AD.

O fato de maior destaque na História da Igreja neste período foi, sem dúvida, as perseguições realizadas pelos Imperadores Romanos. Estas perseguições duraram até o ano 313 AD, quando Constantino, o primeiro Imperador Romano, " cristão ", fez cessar todos os propósitos de destruir a Igreja.

A de ressaltar que durante este período houve épocas em que as perseguições foram mais amenas.

No início do segundo século, os cristãos já estavam radicados em todas as nações e em quase todas as nações, e alguns crêem que se estendia até a Espanha e Inglaterra. O número de membros da comunidade cristã subia a muitos milhões. A famosa carta de Plínio ( Governador da Bitínia - hoje Turquia ) ao Imperador Trajano, declara que os templos dos deuses estavam quase abandonados, enquanto os cristãos em toda parte formavam uma multidão, e pertenciam a todas classes , desde a dos nobres, a até a dos escravos.

Os Perseguidores

Imperador Trajano 98 a 117 AD - Estabeleceu a Lei, que sendo cristão acusado de qualquer coisa e não negar fé, será castigado, não tendo acusação estão livres. Mandava crucificar e lançar às feras.

Imperador Adriano 117 a 138 AD - Morreu em agonia, gritando, " Quão desgraçado é procurar a morte e não encontrar ".

Imperador Marco Aurélio 161 a 180 AD - Mandava decapitar e lançar às feras. Apesar de possuir boas qualidades como homem e governante justo, contudo foi acérrimo perseguidor dos cristãos. Opunha-se, pois, aos cristãos por considerá-los inovadores. Milhares foram decapitados e devorados pelas feras na arena. Os Imperadores acima mencionados, foram considerados como os " bons imperadores ", nenhum cristão podia ser preso sem culpa definida e comprovada. Contudo, quando se comprovava acusações e os cristãos se recusavam a retratar-se, os governantes eram obrigados, a por em vigor a lei e ordenar a execução.

Comodus (180-193) Foi o imperador mais favorável aos cristãos que todos os anteriores.

Imperador Severo 193 a 211 AD - Mandava decapitar e lançar às feras. Iníciou uma terrível perseguição que durou até à sua morte em 211 AD. Possuía uma natureza mórbida e melancólica; era muito rigoroso na execução da disciplina. Tão cruel fora o espírito do imperador, que foi considerado por muitos como o anticristo.

Imperador Décio 249 a 251 AD - Décio observava com inveja o poder crescente dos cristãos, e determinou reprimi-lo. Via as igrejas cheias enquanto os templos pagãos desertos. Por conseqüência, mandou que os cristãos tinham que se apresentar ao Imperador para comunicar e religião. Quem renunciava recebia um certificado, que não renunciava era considerado criminoso e conduzidos às prisões e sujeitos às mais horrorosas torturas.

Galenius (260-268) Não houve mais perseguições até o período de Dioclesiano

Imperador Diocleciano 305 a 310 - A última, a mais sistemática e a mais terrível de todas as perseguições deu-se neste governo. Em uma série de editos determinou-se que : - Todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. - Todos os templos construídos em todo o império durante meio século, fossem destruídos. - Todos os pertencentes as ordens clericais fossem presos. - Ninguém seria solto sem negar o Cristianismo. - Pena de morte para quem não adorasse aos deuses. Prendiam os cristãos dentro dos templos e depois ateava fogo. Consta que o imperador erigiu um monumento com esta inscrição " Em honra ao extermínio da superstição cristã ".

Os Principais Mártires

Inácio Provável discípulo de João, bispo em Antioquia, foi condenado no ano 107 AD por não adorar a outros deuses. Foi morto como mártir, lançado para as feras no anfiteatro romano, no ano 108 ou 110 enquanto o povo festejava. Ele estava disposto a ser martirizado, pois durante a viagem para Roma escreveu cartas às igrejas manifestando o desejo de não perder a honra de morrer por seu Senhor

Policarpo Bispo em Esmirna, na Ásia Menor, morreu no ano 155. Ao ser levado perante o governador, e instado para abandonar a fé e negar o nome de Jesus, assim respondeu: " Oitenta e seis anos o servi, e somente bens recebi durante todo o tempo, Como poderia eu agora negar ao meu Salvador ? Policarpo foi queimado vivo.

Justino Mártir Era um dos homens mais competente de sue tempo, e um dos principais defensores da fé. Seus livros, que ainda existem, oferecem valiosas informações acerca da vida da igreja nos meados do segundo século. Seu martírio deu-se em Roma, no ano 166.

Os Efeitos Produzidos por causa das Perseguições

As perseguições produziram uma igreja pura pois conservava afastados todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para obter lucros ou popularidade. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até a morte, se tornavam publicamente seguidores de Cristo.

A Igreja multiplicava-se. Apesar das perseguições ou talvez por causa delas, a igreja crescia com rapidez assombrosa. Ao findar-se o período de perseguição, a igreja era suficientemente numerosa para constituir a instituição mais poderosa do império.

Não entanto era suficiente para criar o problema dos lapsos (aqueles que caíram). Por outro lado, o fato de serem de curta duração criou as condições pelas quais "o sangue dos mártires foi a semente da Igreja" As perseguições universais, mostraram que a igreja estava "gorda" nestes séculos, a perseguição intensa, universal e demorada arrasou a Igreja. Muitos negaram a fé, outros tantos forma exilados do império. Mesmo assim a lista daqueles que deram sua vida pela fé nas perseguições de Décio a Dioclesiano foi muito grande. A Igreja conseguiu sobreviver e crescer ainda mais devido à relativa paz de 40 anos entra as duas perseguições e o Edito de Milão.

O problema dos "lapsos" (caídos) foi muito agudo nos séculos II e III. Hermas (O Pastor) e Cipriano (De Lapsis) escreveram tratados sobre a questão. O que se deve fazer com os que negaram a fé e queimaram incenso a efígie de César? A Igreja elaborou algumas respostas: A igreja de Roma em geral foi indulgente com os lapsos, recebendo-os de volta com a simples confissão de seu pecado. Existia um rigor contra os lapsos, eles não teriam mais direito de fazer parte da Igreja. Hermas ( que escreveu o livro O Pastor) representa uma posição mediadora que aceita uma única queda. Os lapsos seriam aceito de volta, mas não mais para o lugar de líderes. Os lapsos seriam membros de "segunda classe" na Igreja. Embora Cipriano é muito duro com os lapsos, ele os chama a um abundante arrependimento para demostrar sua tristeza e aflição, sem desesperar da misericórdia de Deus. Apenas estes seriam recebidos de novo na Igreja.

Apesar de considerarmos as perseguições o fato mais importante da História da Igreja, no segundo e terceiro séculos, contudo, fatos interessantes aconteceram neste período que devem ser observados. Vejamos :

O Cânon Bíblico

Os escritos do Novo Testamento foram terminados, entretanto a formação do Novo Testamento com os livros que o compõem, como cânon, não foi imediata. Algumas Igreja aceitavam somente alguns livros como inspirados e outra igrejas livros diferentes.

Gradualmente os livros do Novo Testamento, tal como usamos hoje, conquistaram a proeminência de escritura inspirada.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pr J. Marcelino - As Bem-aventuranças. MT 5

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO


BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM



BEM-AVENTURADOS OS MANSOS



BEM-AVENTURADOS OS QUE TEM FOME E SEDE DE JUSTIÇA



BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Superando as Distrações

por

A. W. Tozer


"Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará". -- Mateus 6:6


Entre os inimigos da devoção, nenhum é tão nocivo como as distrações. Tudo o que excita a curiosidade, espalha os pensamentos, inquieta o coração, absorve os interesses ou desloca o foco de nossa vida, do reino de Deus dentro de nós, para o mundo ao redor de nós - isto é uma distração; e o mundo está cheio dela. Nossa civilização baseada na ciência tem nos dado muitos benefícios, porém ela tem multiplicado nossas distrações e assim tem nos ocupado mais do que tem nos dado...

O remédio para as distrações é o mesmo agora como era nos tempos primitivos e simples, a saber, oração, meditação e cultivação da vida interior. O salmista disse: "Aquietai-vos e sabei", e Cristo nos chama a entrar no nosso quarto, fechar a porta e orar ao Pai. Isto ainda funciona...

As distrações devem ser conquistadas ou elas nos conquistarão. Portanto, cultivemos a simplicidade; desejemos menas coisas; andemos no Espírito; enchamos nossas mentes com a Palavra de Deus e nossos corações com louvor. Neste caminho podemos viver em paz até em um mundo distraído como este. "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou".

“Senhor, é certamente duro e difícil afastar as distações de uma civilização progressivamente baseada na ciência. Ajuda-me a cultivar a simplicidade, a ser satisfeiro com menas coisas e a encontrar a paz interior que Tu podes dar numa vida de oração e meditação. Amém”

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Sinais de Uma Vida Agradável a Deus

por

Rev. Richard Baxter



... Veja então se você vive buscando principalmente agradar a Deus ... : você pode descobrir através destes sinais.

1. Vocês terão mais interesse em entender as Escrituras e em saber tanto o que agrada, quanto o que desagrada a Deus.

2. Vocês terão mais interesse na realização de todos os seus deveres, com o propósito de agradar a Deus e não aos homens.

3. Vocês olharão para seus corações e não só para suas ações; para seus fins e pensamentos; para o seu homem interior e seu nível de espiritualidade.

4. Vocês atentarão para seus deveres secretos, tanto quanto para os públicos e, para aqueles que não são vistos pelos homens, tanto quanto para os que são.

5. Vocês respeitarão suas consciências e não as desprezarão; quando elas lhe mostrarem o desagrado de Deus, isto os inquietará; quando elas lhe mostrarem Sua aprovação, isto os confortará.

6. Suas companhias serão pessoas caridosas e piedosas, que buscam agradar a Deus, e não orgulhosas e ambiciosas, que buscam honra própria, nem ímpias, que desagradam a Deus.

7. Se os homens são agradados ou desagradados, ou a forma com que o julgam, ou como eles o chamam, parecerá um assunto pequeno para você, como o próprio interesse deles, em comparação ao julgamento de Deus. Você não vive para eles. Você pode suportar seus desagrados , censuras, e reprovações, se tão somente agradar a Deus. Estas serão suas evidências.



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Uma Boca Fechada e um Coração Mudo

por

A. W. Tozer



"Escandesceu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava acendeu-se o fogo; então disse com a minha língua..." Salmos 39:3


A oração entre os cristãos evangélicos está sempre em perigo de degeneração, numa busca incessante pelo ouro. Quase todo livro sobre oração trata primariamente com o elemento "receber". Como conseguir coisas que queremos de Deus ocupa a maioria do espaço. Ora, nós admitimos alegremente que podemos pedir e receber dons especiais e sermos beneficiados com a resposta à oração, mas nunca devemos esquecer que a qualidade mais alta da oração nunca é a composição de pedidos. A oração em seu momento mais santo é o entrar na presença de Deus, num momento de bendita união, de uma forma que faz com que os milagres pareçam enfadonhos e as respostas extraordinárias às orações algo muito menos admirável por comparação.

Homens santos de momentos mais sóbrios e quietos do que os nossos, conhecem bem mais o poder do silêncio. Davi disse, "Com silêncio fiquei qual um mundo; calava-me mesmo acerca do bem; enquanto eu meditava acendeu-se o fogo; então disse com a minha língua...". Há uma dica aqui para os profetas modernos de Deus. O coração raramente pega fogo quando a boca está aberta. Uma boca fechada diante de Deus e um coração mudo são indispensáveis para a recepção de certos tipos de verdade. Nenhum homem é qualificado para falar se primeiro não ouvir.

“Senhor, ensina-me a fechar minha boca. Eu amo pregar; Tu tens me dado oportunidades para ensinar; eu sou chamado para dispensar avisos e conselhos. Mas o sentar em silêncio diante de Ti, com minha boca fechada - eu quase não faço o suficientemente. Amém”.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rev. Santana Dória - As terríveis consequencias de desobedecer a Deus (Áudio)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rev José Santana Dória - Batismo com Espírito Santo

PARTE 1


OUÇA A SEGUNDA E TERCEIRA PARTE NO BLOG TEMPO OPORTUNO DE REFORMA:
http://www.tempodereforma.blogspot.com/2009/11/pr-j-santana-doria-batismo-com-espirito.html

sábado, 24 de outubro de 2009

DIFERENÇA ENTRE UM MEMBRO DA IGREJA LOCAL E UM DISCÍPULO


DIFERENÇA ENTRE UM MEMBRO DA IGREJA LOCAL E UM DISCÍPULO

O membro espera Pães e peixes; o discípulo é um pescador.
O membro luta por crescer; o discípulo por reproduzir-se.
O membro se ganha; o discípulo se faz.
O membro gosta do afago; o discípulo, do serviço e do sacrifício.
O membro entrega parte dos seus desejos; o discípulo entrega sua vida.
O membro espera que lhe aponte a tarefa, o discípulo é solícito em tomar a responsabilidade.
O membro murmura e reclama; o discípulo obedece e nega a si mesmo.
O membro reclama que o visitem; o discípulo visita.
O membro vale porque soma, o discípulo porque se multiplica.
O membro sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer a igreja real.
O membro diz: Que bonito! O discípulo: Eis-me aqui!
O membro espera o avivamento na Igreja; o discípulo é parte dele.
O membro é forte soldado na trincheira de defesa; o discípulo é um soldado invasor na trincheira do inimigo.
O membro é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercitar sua fé.
O membro é valioso; o discípulo é indispensável.
QUAL É O SEU PAPEL NA IGREJA DO SENHOR, MEMBRO OU DISCÍPULO ?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vidas Sem Igreja e Igrejas Sem Vida


por

Raniere Menezes


Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Apocalipse 3:1

É triste ver que há tantas pessoas que se dizem crentes, mas não querem congregar e autocontentam-se com seu “cristianismo” isolado. Por outro lado, é igualmente lamentável ver igrejas com gente congregando, mas sem vida. - (...) quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra? Lucas 18:8. – E o mais triste é que crentes reformados, quando deveriam reverter esse quadro, estão engrossando as estatísticas da multiplicação da iniqüidade.

As igrejas históricas de hoje, em geral, estão parecendo cidades fantasmas do tempo do Velho Oeste americano; abandonadas, cheias de teias de aranha, empoeiradas, acumuladas de escombros e desérticas. Estão mortas! Em contrapartida, há pessoas que se consideram cristãs sem igreja, prostituindo-se biblicamente, como bem enfatizou Dr. J. R. Witt: “Trata-se de uma prostituição do conceito bíblico da vida da fé, de considerar o cristão como uma pessoa isolada, vivendo para ele próprio somente, como se ele pudesse cumprir sua obrigação para com Deus sem ver todas as coisas como estando sujeitas ao Senhorio de Jesus Cristo”. Esquecendo que a igreja é um corpo, e não há membro fora do corpo. A igreja é o aprisco; o curral das ovelhas.

Cristo é pastor de um rebanho, não de ovelhas isoladas e individualistas. O corpo não é um só membro, mas muitos. 1 Coríntios 12:14. Não há como se contentar consigo mesmo e não estar próximo do inferno, essa é a advertência.

Mateus 24:12 não deixa dúvida: E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. - Esta é uma profecia que deveria nos causar interesse. E fazemos bem em ouvi-la. Deveríamos ler esta passagem em espírito de oração, e humildemente pedirmos a Deus, que Ele a grave profundamente em nossa mente. Assim sendo, vigiemos irmãos. Vem, Senhor Jesus!


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sábado, 17 de outubro de 2009

PREPARA-TE PARA ENCONTRARES COM DEUS


PREPARA-TE, Ó ISRAEL, PARA TE ENCONTRARES COM O TEU DEUS Amós 4:12

Amós foi um profeta enviado por Deus a um povo obstinado, que não queria ouvir a Sua voz .

Foi necessário que Deus enviasse sobre eles a seca, a fome, as pragas dos gafanhotos, para eles pararem e caírem em si.

Mas, mesmo assim, a dureza de coração persistia e aquele povo continuava longe de Deus.

Agora, através deste profeta do sul, Deus manda como que um ultimato: - "Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus". Esta é a tua última oportunidade.

Ou te arrependes dos teus pecados e dos teus maus caminhos ou virei a ti e tirarei de ti o teu castiçal, para não teres mais oportunidade de brilhar!

Às vezes é preciso chegar a medidas extremas para que vejamos o perigo em que estamos.

Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.

Esta passagem pode ser explicada de duas maneiras: como uma frase irônica, ou como uma simples e grave exortação ao arrependimento.

Se a considerarmos ironicamente, o sentido seria: “Venham agora, encontrem-se comigo com toda a obstinação de vocês e com tudo o mais que lhes possa valer.
Acaso conseguirão escapar da minha vingança opondo-se a mim, como têm feito até agora?”.
E, por certo, ao denunciar o juízo final sobre o povo, é como se aqui o profeta quisesse tocar de propósito no âmago deles, quando diz:
“Encontrem-se agora com o seu Deus e preparem-se”, quer dizer, “reúnam todas as energias, forças e auxiliares de vocês; apelem a tudo quanto esses recursos lhes oferecem”.

Mas como no capítulo seguinte o profeta exorta novamente os israelitas ao arrependimento, e põe diante deles a esperança da graça, esse trecho deve ser tomado com outro sentido, como se o profeta dissesse:
“Já que vocês se consideram culpados e parecem admitir que buscam subterfúgios inúteis, sendo totalmente incapazes de deter a mão do juiz de vocês, então procurem, pelo menos, ir ao encontro do seu Deus, antecipando-se à ruína iminente”.

Amados, um dia, o homem quer queira, quer não, terá que comparecer diante de Deus, para prestar contas da sua vida. Que preparação ele tem para esse encontro com Deus?

Perante Deus, ninguém pode prevalecer com seus pecados e com sua alma manchada, por isso, "prepara-te para te encontrares com Deus"!

Em que consistirá essa preparação? Será que são suficientes as nossas boas obras?
Será que temos merecimentos próprios para comparecer diante de Deus, Santo Justo e Verdadeiro?
Lembremo-nos que "todos nós somos, aos Seus olhos, como o imundo e todas as nossas justiças como trapos de imundície " (Isaías 64:6).

A leitura inicial, do nosso texto básico é especifico para um povo, uma nação, a saber, Israel.
Antes o povo de Deus, a nação eleita, era Israel; agora é a igreja, composta também por gentios.

Isso que Paulo quis dizer. O objetivo dele foi mostrar que a salvação engloba os gentios também, pois o povo eleito não é mais especificamente Israel carnal, mas a Israel espiritual, a igreja.

Na bíblia encontramos muitas advertências para que a igreja se prepare para o encontro com o Senhor ( o encontro da noiva com o noivo)

Por exemplo: Mt 25, fala da parábola das dez virgens...

A vigilância recomendada por Jesus nesse texto não significa esperarmos preparados a vinda futura de Jesus,

mas sim percebê-lo já, aqui e agora presente no meio de nós, no compromisso presente com a igreja, com a obra do senhor, com a espiritualidade.

O cristão deve se manter sempre fiel à Palavra de Deus e sensível à influência do Espírito Santo.

Buscar um relacionamento estreito com o Senhor Jesus e perseverar na espera pela sua volta.

Em Lucas 12:16-21 vemos a loucura de um homem que não estava preparado para encontrar-se com Deus
Nessa parábola Jesus fala de um homem que era muito rico, e que por ser tão rico se preocupava apenas em manter a sua riqueza (vs. 18).

Ele fez um projeto de vida que para muitos seria o mais óbvio de se fazer: garantir que sua riqueza não se perdesse (vs. 18) e aproveitar a sua riqueza vivendo uma vida voltada para si mesmo (vs. 19). (essa era sua preparação)

É nesse contexto que Deus lhe diz: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens prepara do para quem será?”

A maior loucura que o homem pode cometer é se preparar para tudo e não se preparar para o encontro com Deus. “ prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”.
Um dia nós nos encontraremos com Deus, isso é uma realidade que não podemos negar. Assim como todo atleta que se prepara para uma olimpíada o Cristão deve estar preparado para encontrar-se com Deus.
A questão é: Estamos preparados para esse encontro?
Temos que estar preparados porque mais cedo ou mais tarde esse dia chegará. “Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todas as nações: não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade”.
O preparo para o encontro com Deus requer algumas exigências:

1. Exige Disciplina: Devemos criar uma disciplina para a nossa vida espiritual.

• Disciplina na alimentação – Espiritualmente o nosso alimento é a palavra de Deus. “Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida”. (JO 6;55) (qual tem sido nosso alimento diário?)

• Disciplina Dos olhos, da boca, dos pés, da mente e do nosso tempo – É necessário dedicarmos um horário para estar com o Senhor.

2. Exige Dedicação: Como um atleta que necessita estar dedicado ao seu treinamento da mesma forma somos nós.
Qualquer que seja a profissão ou tarefa a ser feita por alguém exige sua dedicação completa e total. Se isso faltar então o desenvolvimento do seu trabalho estará comprometido.

3. Exige Esforço: Precisamos fazer um esforço. “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares”. (Js 1;9)
Portanto amados, Todos nós aguardamos uma herança divina, e não um mundo de prazeres e bênçãos meramente materiais.

Não devemos ser gnósticos e renegar a criação, porém também precisamos cuidar para que nosso coração não esteja neste mundo caído, mas nos novos céus e nova terra.

Mas enquanto estivermos aqui, preparemo-nos assim como uma noiva se prepara para o casamento, anciosa aguardando o noivo com alegria.

A mensagem é “prepara-te ó Israel...” Prepara-te Igreja...


Pr Davi Buriti