sábado, 18 de julho de 2009

O viver é Cristo e o morrer é lucro


(Filipenses 1:21).

“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.”

Aqui está um grande exemplo de convicção da fé e amor pela obra de Deus.
O apóstolo Paulo, ao afirmar que lucraria com a morte, tinha como respaldo a certeza absoluta de uma vida eterna com Cristo.

Paulo não estava invocando para si a morte por uma fuga desesperada. Ele estava anelando estar com o seu Senhor Jesus, a quem ele conhecia bem de perto e, por conseguinte, ansiava desfrutar da sua companhia em um novo tabernáculo não degenerável, o que é naturalmente o ardente desejo de todo crente.

Para todos aqueles que “foram salvos”, a morte representa uma ponte para a cidade santa. Por outro lado, aqueles que morrem sem Cristo, a morte representa a ponte para o tormento eterno onde a ira de Deus é derramado sobre os filhos da desobediência. Falaremos sobre isso.

As palavras aqui no texto lido, assim como todas as palavras ditas pelo apostolo Paulo, são palavras que de fato nos leva a uma reflexão.

O Missionário Ashbel Green Simoton conta algo interessante.

Simonton foi o primeiro Missionário presbiteriano a vir para o Brasil; formou-se em Teologia em Princiton em 1858. Em 1859 chegou no Rio de Janeiro e em 1862 foi organizada a primeira igreja Presbiteriana naquela cidade.

Simonton casou-se em 1863 e ficou viúvo em 1864.
Simonton pastoreou aquela igreja por 3 anos, ele morreu em 1867 em são Paulo acometido de Febre amarela.

Nos seus escritos ele conta que em suas visitas conversava com uma senhora e leu essa passagem bíblica de Filipenses (Passagem do Apostolo Paulo).

A mulher olhando para ele disse: vejo que o padre a quem me consultei ultimamente tinha razão em dizer-me que “o apostolo Paulo era o predileto dos que se dizem evangélicos”. (Simonton achou agradável esse elogio)

De fato, nos ensinos de Paulo encontramos a perfeita doutrina da salvação, porém isso não basta para merecermos esse elogio que o padre fez.
Simonton dizia: precisamos por em prática doutrina que ele perfeitamente nos apresenta. (Paulo diz em 1ª Corintios 11:1 sede meus imitadores...)

O texto que lemos no início, Fl 1:21, o apostolo Paulo diz: “por quanto para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.
Paulo estava na prisão quando escreveu esta carta aos Filipenses.
A perseguição era intensa aos cristãos que pregavam o evangelho.

Acoites, prisões, mortes. Paulo sabia muito bem o procedimento dos perseguidores. (Ele tinha sido um perseguidor cruel, Mandou matar Estevão) e agora ele sente na pele que é ser perseguido.

No entanto ele escreve aos Filipenses, não para se lamentar, mas para confortar e incentivar os irmãos a lutarem juntos pela fé evangélica (V 27)
E assim, quanto mais se matava crente mais surgiam outros.

Não tinha como parar a obra do Senhor. As prisões, os acoites e até a morte dos cristãos servia para o progresso do evangelho. V. 12-14.

Paulo tinha o desejo é claro de sair da prisão para pregar o evangelho; no entanto a sua paixão não era morrer nem viver, mas ele queria de uma forma ou de outra ver o nome do Senhor sendo engrandecido.

Por isso ele diz no verso 21 “para mim o viver é cristo e o morrer é lucro”.
Se ele morresse estaria com Cristo, se continuasse a viver estaria trabalhando para o progresso do evangelho. (v 22,23).

Quando o Apostolo afirma de forma tão enfática no verso 21 “para mim”, pondo a expressão logo no início da frase, ele está dando um testemunho pessoal, e ao mesmo tempo estabelecendo um contraste entre ele mesmo e aqueles a quem ele se refere nos versos 15-17, e que sem dúvida ainda os tinha presente em sua mente, a saber os pregadores “que pregam a Cristo por discórdia”.

Paulo pois ao contrário deles não é egocêntrico, e, sim, Cristocêntrico.
A sua maior preocupação é a honra e a glória do seu incomparável Redentor.

Por isso ele diz “para mim o viver é Cristo” com essa expressão ele podia ter em mente: a humildade e a disposição de Cristo; cobrir-se com a justiça de Cristo; Regozijar-se em Cristo; viver para Cristo, ou seja para sua glória.

Ainda nesse verso 21 ele diz “E o morrer é lucro” é ganho, morrer fisicamente significa ganho para Paulo, significa que ele estará realmente com Cristo.(v 23), “estará em casa com o Senhor”. 2ª CO 5:8

Mas, Lucro ou ganho para Paulo, compreende que está associado a lucro ou ganho para a causa de Cristo. A morte seria um ganho distinto, pois seria a porta de ingresso para um conhecimento mais pleno de cristo.

Será que podemos dizer o mesmo e com a mesma convicção:
“para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”

Como seria essa realidade para com o ímpio e para com o justo?

1- Para o ímpio o viver é passageiro. Para eles:
A vida consiste apenas nas coisas terrenas, deste mundo. 1ª Jo 2:17
* No dinheiro
* Na fama
* Nos Prazeres

2- Para o homem infiel, o morrer é desespero.
A morte para o ímpio representa a ponte para o tormento eterno onde a ira de Deus é derramado sobre os filhos da desobediência. Colossens.3:5
Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
6 por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

* Condenação - João 5:28,29

* Sofrimento eterno - Lc 16:19

Agora para os eleitos que foram escolhidos por Deus para a salvação, estes que reconhecem a Jesus como único e suficiente salvador, para estes a história é diferente.

3- Para o justo, o viver é Cristo
a) Sua prioridade é o reino de Deus (Mt 6:33)

b)Tudo o que ele faz ou o que ele passar nessa vida é pra glória de Deus.
(1 Coríntios 10:31)

c) Jesus é a razão de sua existência. v 21 “para mim o viver é Cristo”

4- Para o justo o morrer é lucro.
Sl • 116:15, Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.

a)Estará para sempre unido ao Senhor
b) Desfrutará da vida eterna

Para o apostolo Paulo a realidade era essa “o viver é Cristo e o morrer é lucro”. E para nós, qual a realidade?

Estamos dispostos a viver para Ele, para o serviço dele, para a obra dEle, para a glória dEle?

Outra pergunta eu deixo para encerrar: Devemos ser apenas admiradores do apostolo Paulo ou devemos ser seus imitadores como ele diz em 1ªCo 11:1?

Que Cristo seja para nós a razão do nosso viver, o motivo do nosso louvor.

E como diz aquele hino conhecido “E quando a morte enfim me vier chamar, no céu com o Senhor irei morar... Mais perto quero está meu Deus de ti”

Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro!

Que assim seja,
Amém.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Teologia da Prosperidade


por Rev. John Piper (Transcrito)
Eu não sei o que você sente em relação à Teologia da Prosperidade, mas eu vou lhe dizer o que eu sinto: ódio!
Isso não é evangelho! E está sendo exportada deste país (EUA) para a Ásia e a África, vendendo um cardápio de benefícios aos mais pobres dos pobres. Eles dizem: “Creia nessa mensagem e seus porcos não irão morrer, e sua esposa não terá abortos, e você terá anéis em seus dedos e casacos nas suas costas”. Isso está saindo da América. Pessoas às quais nós deveríamos dar nosso dinheiro, nosso tempo e nossas vidas, invés de vender a eles um monte de esterco que eles insistem em chamar “evangelho”. E esta é a razão pela qual a Teologia da Prosperidade é tão horrenda.
Qual foi a última vez na qual um americano, um africano ou um asiático jamais disse que Jesus é totalmente satisfatório por causa da BMW que possuía? Nunca! Eles dirão: “foi Jesus quem te deu isso? Eu aceito esse Jesus!” Isso é IDOLATRIA. Isso não é Evangelho. Isso é colocar os dons acima de quem deu os dons.
Eu vou te dizer o que faz Jesus parecer lindo. É quando você bate seu carro e sua filhinha voa através do pára-brisas… e cai morta na rua…e você diz, em meio a mais profunda dor possível: “Deus me é suficiente. Ele é bom, Ele cuidará de nós, Ele irá nos satisfazer, Ele nos fará passar por isso.
Ele é nosso TESOURO. A quem tenho eu no céu além de Ti? E na terra, não há nada que eu deseje mais que a Ti. Minha carne e meu coração e minha filhinha desfalecem, mas Tu és a força do meu coração, e a minha porção para sempre.” Isso faz Deus parecer Glorioso. Como Deus. Não como alguém que dá carros, segurança ou saúde.
Oh, como eu oro para que Birmingham seja liberto de Teologias que enfatizam a saúde, a riqueza, a prosperidade; de fato, que a América seja liberta. E que a Igreja Cristã seja conhecida por SOFRER por Cristo.
Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele em meio à dor e pobreza, e não em meio à prosperidade.
Esta foi a resposta de John Piper a maldita Teologia da prosperidade que dos estados unidos é exportada para países pobres como África, Azia e outros.
Que a nossa resposta seja a mesma do apostolo Paulo em Gl 1:6-9:
Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Você tem Dúvida de Sua Eleição?

por

Raniere Menezes




Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros... João 15:16

Biblicamente nós não temos a liberdade de escolher ou eleger a Deus, a liberdade de escolha pertence ao SENHOR. Não há em nós nenhuma legitimidade nem elegibilidade para merecermos a salvação. Sendo, assim, e cremos, perguntemos individualmente: como posso saber se sou ou não um eleito? Você tem dúvida de sua eleição?

“Ao SENHOR pertence a salvação!” (Jonas 2.9) É isso: a salvação vem de Deus, o SENHOR. O que moveu a escolha dEle? Seguramente Seu Senhorio e Soberania tão-somente. Pois de outro modo como poderia existir em mim algo digno de eleição?

Não há meio termo, ou foi a livre escolha de Deus que me escolheu ou estou perdido! Não há salvação sem Eleição (incondicional!). Efésios 1:4 nos diz: assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele... Antes mesmo da criação de Adão, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo. Os eleitos e somente os eleitos serão salvos! Nós sabemos disso! Deus salva somente os eleitos, - há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Rm 9.15. - Muros intransponíveis são os Seus decretos!

Se não podemos fazer nada por nossa eleição, e cremos nisto, como podemos saber se somos eleitos? Para quem acha que esse tipo de questionamento não é algo legítimo, é saudável citar William Perkins – um velho puritano da Inglaterra – para desfazer qualquer mal entendido. Não citarei suas palavras, mas seu conceito sobre um determinado aspecto da salvação: É possível duvidar da própria eleição? Sim, é. É possível um eleito regenerado ter ânimo dobre? (ser uma pessoa que não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer?) Sim, é possível. - Tiago 1:8. – Pode um eleito regenerado cair em desespero e duvidar da própria fé? Sim. Tudo isso pode acontecer como tentações, mas para todos os males espirituais que atingem os eleitos há remédio! Não precisa entrar numa crise existencial ou coisa parecida.

Se você tem dúvida de sua eleição, há três doutrinas especiais que você precisa urgentemente estudar ou rever: Chamada Eficaz (ou Vocação Eficaz), Justificação e Santificação. Se você tem passado por ânimo dobre, desespero e dúvida da fé, concentre-se nas doutrinas da Justificação e Santificação. Não há outro remédio. Deus não enviará uma voz do céu para dizer que você é um filho(a) amado(a)! Se você tem dúvida da sua justificação, concentre-se somente na doutrina da Santificação. Se você tem dúvida de sua eleição, o recado está dado, o que você está esperando? Vá orar e estudar!


--------------------------------------------------------------------------------

http://www.monergismo.com/

UMA AVALIAÇÃO DO CULTO

W. Robert Godfrey

A preocupação de Deus com respeito a seu culto deve levar os evangélicos a uma avaliação muito mais cautelosa de suas práticas de culto.

Primeiramente, os evangélicos precisam reconsiderar os novos elementos introduzidos no culto. Será que elementos visuais como drama, dança e filme são aceitáveis a Deus? Não parecem ser coerentes com a aplicação refletida do Segundo Mandamento. Ao contrário, tem mais semelhança com o fogo estranho oferecido ao Senhor (Lv 10.1). Deus na Escritura nunca aprovou a criatividade ou inovação no culto. Como é que os evangélicos tão impensadamente presumem que Deus aprova as suas novidades?
Esses elementos têm de ser rigorosamente submetidos às Escrituras. A falha evangélica, de não fazer isso, mostra que a Bíblia não funciona de maneira central na vida e no modo de pensar de muitos. Não devia haver tantos evangélicos se contentando com tirar um tema ou ilustração da Escritura, sem estudar cuidadosamente os detalhes para verificar se estão apresentando uma verdade coerente e sistemática. Os evangélicos precisam ver que o culto deve ser orientado pela Palavra nos detalhes específicos, não de maneira geral e vaga.
Para muitos, a justificativa de sua maneira nova de prestar culto tem raiz na sua sinceridade. O culto certamente precisa ser sincero para ser aceitável a Deus. Mas a sinceridade por si só não torna o culto aceitável a Deus. Os adoradores de Baal nos dias de Elias eram sinceros. Muitos adoradores de Yahweh em Samaria eram sinceros. Mas Deus rejeitou tal adoração como violações do Primeiro ou Segundo Mandamento. A sinceridade não justifica a falsa adoração, como também não justifica a falsa doutrina ou a vida desobediente.
O culto que é simples e espiritual irá incentivar a vida cristã disciplinada e coerente. Conduzirá os evangélicos de volta à Bíblia. Esse culto realmente edificará o corpo de Cristo na doutrina e na vida.

Segundo, os evangélicos devem reexaminar quais as formas em que eles mudaram os elementos do culto. Os sermões devem voltar a ser rigorosamente expositivos para que a igreja ouça realmente a Palavra de Deus, e não opiniões humanas. A exposição da Palavra em sua riqueza irá confrontar as nossas idéias, valores e maneiras pecaminosas, assegurando que o culto não seja simplesmente um paliativo confortante. A Bíblia precisa ser lida como ato central do culto: não apenas para informar, mas como um ato de reverência e agradecimento a um Deus que se revelou a si mesmo. A oração deve ser restaurada como privilégio da igreja de falar ao Deus que se aproxima deles. Os sacramentos devem ser vistos como sendo a bondade do Senhor em dar expressão visível ao evangelho.
Os elementos históricos do culto refletiam um sentimento da grandeza e presença de Deus. Os evangélicos podem retomar o culto profundamente centrado em Deus, e se afastar do seu culto cada vez mais centrado no homem. Como Calvino escreveu: "Não é uma teologia muito acertada a que limita tanto os pensamentos da pessoa a si mesma, e não coloca diante dele, como motivação primária de sua existência, o zelo por ilustrar a glória de Deus. Pois somos nascidos antes de tudo para Deus, e não para nós mesmos".
A vida cristã florescerá num contexto em que se cultive um relacionamento vital com Deus de acordo com sua Palavra. Reunir-se com Deus na verdade fortalecerá a vida cristã.

Terceiro, os evangélicos devem olhar com cuidado a sua música. A música é a maneira-chave de expressar a emoção no culto. Mas o culto contemporâneo por vezes demais se preocupa apenas com a emoção de alegria – e esta de modo bem superficial. A Bíblia da ênfase à alegria, certamente, mas dá ênfase igual à reverência. Diz o Salmo 2.11: "Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor". A reverência e a alegria, ambas, devem ser expressas no culto.
A alegria e a reverência refletem a natureza de Deus, que é justo e misericordioso, santo e amoroso. Culto que é apenas alegre é servir a um Deus despojado da metade de seus atributos. Produz um evangelho que fala de paz quando não há paz. Divorcia a Lei do evangelho e o arrependimento da fé.
As músicas do culto da igreja devem seguir o modelo do hinário no qual se louva a natureza de Deus, com amor para com Deus como ele realmente é. Abastecerá a mente com verdades sobre as quais meditar. Incentivará o povo de Deus à santidade de vida.

Quarto, muitos evangélicos diminuíram o papel do pastor na liderança do culto e multiplicaram o número de líderes do culto. São atos alinhados com a cultura democrática, e freqüentemente justificados apelando-se à doutrina do sacerdócio de todos os santos. Mas isso muitas vezes torna líderes pessoas sem a instrução ou experiência devida para a posição. E mais importante, tais pessoas não receberam um chamado nem foram separadas para essa obra pelo corpo da igreja.
Os evangélicos precisam reassumir uma teologia de dom e ministério. Uma das grandes dádivas de Cristo concedidas à sua igreja, de acordo com Efésios 4, são os dons de pastor e professor. Aqueles que foram dotados e vocacionados por Cristo e sua igreja precisam dirigir o povo de Deus cuidadosamente em seu culto em conformidade com a Palavra.
Tal liderança irá ajudar os crentes em toda sua maneira de vida a refletir sobre a importância das estruturas e autoridades que Deus nomeia. O declínio do respeito para com as autoridades, quer pais, mestres, empregadores, ou autoridades do governo, é um problema crucial do nosso tempo. A igreja deve ser exemplo para a sociedade no seu respeito para com os ministros e presbíteros que Cristo estabeleceu em sua igreja.

Quinto, os evangélicos vêm mudando o horário do culto para tornar mais fácil e acessível o culto ao Senhor. Mas será que os evangélicos compreenderam o chamado do Senhor para que se santifique o Dia do Senhor? Existe um dia do Senhor na nova aliança – o de Apocalipse 1.10 – e é santificando-o que o povo de Deus aprende a obedecer e a negar-se a si mesmo. O verdadeiro Cristianismo não é fácil, mas aceita de bom grado a disciplina e bênção do descanso e culto no Dia do Senhor. A fé verdadeira fica feliz de passar tempo com Deus. Aprecia muitíssimo a hora para devoção, aprendizagem e serviço cristão. Não busca terminar logo o culto, mas procura seguir o modelo revelado de um dia com Deus.
Os evangélicos, com relação ao culto, doutrina e vida, vêm se tornando minimalistas. São pessoas demais perguntando: Qual é o mínimo que posso fazer e qual é a maneira mais fácil de fazê-lo para que eu seja um discípulo de Jesus Cristo? Os evangélicos precisam se lembrar – em primeiro lugar – da Grande Comissão (Mt 28.18-20). Aí Jesus declara o que é o verdadeiro discipulado. Tem uma dimensão doutrinária: Os discípulos devem reconhecer Jesus como possuidor de toda a autoridade no céu e na terra. Tem uma dimensão de culto: Os discípulos devem ser batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Tem uma dimensão de vida: Os discípulos devem obedecer a tudo o que Deus mandou. Os evangélicos precisam captar de novo a plenitude da religião bíblica.

REFORMA HOJE – UMA CONVOCAÇÃO FEITA PELOS EVANGÉLICOS CONFESSIONAIS
James Boice, Gene Edward Veith, Michael Horton, Sinclair Ferguson Etc
Editora Cultura Cristã
Reproduzido com Autorização.

terça-feira, 3 de março de 2009

AJUDA



Um homem dirigindo seu automóvel atropelou um cachorro. Desceu do carro e procurou socorrer o animal, que estava levemente ferido. Num movimento rápido, o cãozinho mordeu o braço do motorista. O homem, entretanto, não se zangou. Sabia que o cão o havia atacado porque estava ferido. Continuou, mais tarde, em seus trabalhos e lembrou-se do ocorrido, extraindo a seguinte lição: Há muitas pessoas que também atacam as outras com palavras duras, porque foram feridas antes. Não sendo crentes ou sendo crentes imaturos, não sabem reagir de outra maneira, por isso, agridem até mesmo quando são ajudadas.

»PROVÉRBIOS 15
A RESPOSTA branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
A língua dos sábios adorna a sabedoria...
TENHA UMA SEMANA ABENÇOADA!!!

VALORIZE O QUE É SEU


Valorize o que é seu

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: - Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: “Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda” . Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. - Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha. Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que tens, as pessoas, os momentos, pois muitas pessoas gostariam de estar no seu lugar (autores desconhecidos -

Fonte:estudosgospel@groups.com.br ).

sábado, 27 de dezembro de 2008

Agradeço a Jesus Cristo Pela Graça Alcançada


Pr. Daniel Rocha

Onde quer que andemos pela cidade de S.Paulo deparamo-nos com inúmeros cartazes, faixas e letreiros pendurados nas fachadas das casas e nos postes com a seguinte inscrição:
"AGRADEÇO A SANTO EXPEDITO PELA GRAÇA ALCANÇADA".

Fiquei curioso: quem é esse homem que está resolvendo o problema de tantas pessoas?

Resolvi procurar na Bíblia para ver se aparecia o seu nome, se ele tinha andado com Cristo ou com Paulo. Quem sabe ele fosse um dos discípulos? Minha busca deu em nada: não aparece Santo Expedito na Bíblia. Fui pesquisar então na História e finalmente achei o homem: ele foi comandante de uma legião romana, converteu-se ao cristianismo e morreu martirizado no ano 303. Diz a história que no momento de sua conversão apareceu um corvo (simbolizando o mal) que lhe falou: "Cráss" que significa "amanhã" em latim. O corvo queria que ele deixasse a conversão para outro dia. Ele não aceitou e esmagou o corvo com o pé direito, afirmando "hodie" (que significa hoje). "Não vou deixar nada para amanhã". Ficou conhecido, então, como o santo que resolve as coisas com rapidez.

Continuei pesquisando para ver quando foi sua ressurreição, mas não há menção desse fato. Ora, se não ressuscitou como Jesus significa então que ele está no Paraíso, aguardando o Dia do Juízo, junto com o ladrão da cruz, junto com Pedro, com Maria, e todos os mais que morreram em Cristo.
Eu até creio que após sua conversão Expedito foi um homem bom e justo. Mas agora encontra-se completamente impossibilitado de atender minhas preces e nem sequer sabe que eu existo.
Outro dia recebi um e-mail ensinando-me a pedir as coisas para Santo Expedito. Ao final dizia para remeter a mesma mensagem para mais 15 pessoas e não quebrar a corrente. Como eu não quero mexer com os mortos (e acho que quem já morreu merece descanso), ao invés de mandar aquela mensagem, eu escrevi uma outra que passei adiante e dizia assim:
AGRADEÇO A JESUS PELA GRAÇA ALCANÇADA, POIS....

....é Jesus que atende às causas impossíveis ("Porque sem Mim, nada podeis fazer - João 15.5);

....é Jesus que se alegra quando pedimos as coisas apenas em Seu Nome ("E tudo o que pedirdes em meu Nome, eu o farei" - João 14.13)

....é Jesus o único "intermediário" entre Deus e os homens ("Porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus - 1Timóteo 1.5)

....é Jesus o único com poder para interceder por nós ("Cristo Jesus está à direita de Deus e intercede por nós" - Romanos 8.34)

....é a Jesus quem Maria recorreu quando acabou o vinho na festa de casamento e disse: "façam tudo o que Ele vos disser" - João 2.5

MAS ATENÇÃO: Para receber a Graça NÃO PRECISA passar essa mensagem adiante. É necessário apenas Fé em Jesus Cristo. Nada mais.

"Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração" - Jr 29:13

Deus te abençõe!

domingo, 21 de dezembro de 2008

SEGUINDO OS PASSOS


Diz um ditado popular: “Palavras convencem, exemplos arrastam”.
Em Chicago um pai estava lutando contra o hábito da bebida. Numa noite de inverno em que a neve estava caindo, disse para a esposa que iria visitar os amigos.
Apesar dos apelos dela, colocou seu chapéu, vestiu o agasalho calçou as botas e saiu pela porta da frente para entrar no carro. Enquanto pisava na neve, ouviu a porta da frente abrir-se e a voz de seu filhinho chamando:
“Papai, estou pisando onde você pisou. Estou seguindo seus passos”.
Virando-se, viu seu filho tentando alcançá-lo, colocando os pezinhos nas marcas que os pés grandes de seu pai haviam deixado na neve.
Naquele momento o pai refletiu seriamente no exemplo que estava dando para o filho.
E nós, que modelo estamos seguindo? Temos nos espelhado nos bons exemplos? O que a Bíblia nos diz?

1 Pedro 2.21: “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas”.
1 Coríntios 11.1 o apóstolo Paulo diz: ”Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A RESPOSTA DE DEUS


Durante a guerra, grandes aviões com sua carga mortal sobrevoaram a Áustria. Milhares de casas foram destruídas, fábricas incendiadas e a Capital passou por grande aflição. Inúmeras famílias foram deixadas sem lar, como só acontece quando há guerra. Gene e Maria chamemo-los assim, voltaram um dia da escola para casa apenas para descobrir que não somente a casa tinha sido destruída pelas bombas, mas tanto o pai como a mãe haviam sido mortos. Os vizinhos os levaram, com muitas outras crianças sem lar, para o grande orfanato da cidade. Bem podemos imaginar a tristeza e a amargura daquelas pobres crianças. Contudo, não esqueceram os ensinamentos dos pais e muitas vezes ao encontrarem-se no vestíbulo do orfanato, cruzavam as mãozinhas e oravam ao Pai celeste. Não sabiam o que o futuro lhes reservaria.
Um dia foi anunciado que um país vizinho se oferecia para arranjar lares para muitas daquelas crianças. Todos estavam excitados e felizes no dia da partida. Gene e Maria saíram felizes com seus poucos pertences debaixo do braço e entraram no ônibus que os havia de levar até a estação, onde tomariam o longo trem sibilante. Seria sua primeira viagem de trem. Centenas de crianças seriam levadas da pátria para um país estranho, onde deveriam encontrar novos lares – novos papais e novas mamães.
Quando soou o apito, o trem começou a movimentar-se, ganhando velocidade. Logo cortava os campos com rapidez enquanto ansiosos olhinhos perscrutavam cenários que nunca seriam esquecidos. Gene e Maria, contudo, não estavam demasiado ocupados para poderem cruzar de vez em quando as mãozinhas e curvar as cabecinhas para uma oração: “Querido Jesus, Tu sabes que perdemos nosso papai e nossa mamãe: dá-nos, por favor, um novo lar. Não permitas que sejamos separados e envia-nos para o lar conveniente”.
Logo o trem diminuiu a velocidade e parou numa estação. Crianças e mais crianças emergiram dos superlotados carros e fizeram filas na plataforma. Muita gente da cidade ali estava, a fim de escolher uma criança e adotá-la. Aqui e ali uma era escolhida por ansiosos casais que fitavam aqueles orfãozinhos de um país estranho. Aqueles rostinhos tristes se voltavam para cima para verem seus novos pais. Os que sobravam voltavam para o trem e viajavam para a próxima cidade.
O dia inteiro repetiu-se a cena, enquanto o grande trem, hora após hora carregava aqueles pedacinhos da humanidade para novas aventuras. De quando em quando Gene e Maria repetiam a oração para que de qualquer maneira Deus encontrasse para eles o devido lar.
Estava quase escuro quando o trem parou outra vez numa grande estação. Gene e Maria separavam-se ao descerem do trem para a fila, onde, conforme pensavam seriam passados por alto, como tantas vezes já havia acontecido antes.
Essa manhã, em certa cidade, um casal cristão estava fazendo o culto quando uma batida na porta anunciou a chegada do jornal matutino. Depois de terminado o culto passaram os olhos pelo jornal para lerem as manchetes: “Trem de crianças austríacas chega esta noite”, foi o que lhes atraiu a atenção. A bondosa senhora olhou para o marido e disse: “Querido, esta é a nossa oportunidade de conseguirmos o menino que há tanto tempo você deseja”.
O marido respondeu com um sorriso: “Não, querida, você sempre desejou uma menina e não quero ser egoísta. Enquanto vou trabalhar, você vai à estação e, quando o trem chegar, escolha uma linda menina de cabelos crespos, para nós”.
Por algum tempo estiveram considerando se devia ser menino ou menina. De uma coisa estavam convictos: que só poderiam cuidar de uma criança. Existia no coração de ambos uma simpatia especial pelos austríacos, pois ambos tinham parentes na Áustria. Finalmente chegaram á conclusão de que adotariam um menininho que tivesse cabelos crespos, ombros largos e se parecesse com o pai adotivo.
Quando o trem parou em sua cidade aquela noitinha e as centenas de crianças fizeram fila para procurar novos pais, a Sra. Bergman estava lá. Andou avidamente de um lado para o outro, contemplando os rostinhos magros e tristes das pequenas vítimas da guerra. Podia ler a história de desapontamento, desolação e fome em muitas faces. Afinal notou um rapazinho que parecia ter as feições procuradas, ombros largos, cabelos crespos e ar tranqüilo e calmo. Havia algo nele que atraiu a atenção. Parecia-se com alguém que ele já tinha visto antes. Aproximou-se dele com um sorriso:
Você quer vir para a nossa casa? Temos um balanço no quintal e nenhuma criança para brincar nele. Eu gosto de homenzinho como você. Você vem comigo?
Gene continuou ereto e impassível. Afinal respondeu com sua vozinha fina:
- Sim, eu gostaria de ir com a senhora e brincar no balanço, mas tenho uma irmãzinha e queremos ficar juntos.
Sua voz tremeu um pouco na última palavra e lágrimas brilharam nos olhos.
- Oh, mas sua irmãzinha terá acolhida em outra parte! Nós só podemos ficar com um, rogou a Sra. Bergman.
- Mas nós pedimos a Jesus que nos mandasse para a mesma casa e temos certeza de que Ele terá um lugar onde poderemos ficar juntos, pois perdemos nosso pai e nossa mãe, disse o pequeno, num soluço.
O coração da senhora ficou tocado. Ali estava um menino que cria em Deus e cria que Ele havia de responder à sua oração. Respondeu rapidamente: - Onde está sua irmãzinha? Vá buscá-la, para eu vê-la.
O pequeno correu, procurando-a na fila, e voltou em seguida com ela pela mão. Ambos pararam, fitando a bondosa senhora com olhar súplice.
- Aqui está ela, disse Gene com um sorriso.
Lágrimas assomaram aos olhos da senhora enquanto sentia um nó na garganta. Que injustiça estaria praticando ao separar aqueles irmãozinhos, únicos sobreviventes daquela família destruída pelo bombardeio! Convenceu-se de que devia aceitar os dois. Olhando-os intensamente, disse: - Bem, queridos amigos, não sei o que meu marido dirá, mas vou levar vocês dois. Venham comigo e logo chegaremos em casa.
Com exclamações de alegria eles disseram adeus aos companheiros e logo se perderam no meio da multidão, seguindo sua nova mãe até o auto lá embaixo, na estação. Poucos depois estavam sentados na sala de uma boa e ampla casa, esperando algo para comer.
A Sra. Bergman estava na cozinha preparando alguma coisa para os famintos aditamentos de sua família. Com os olhos bem abertos, os pequenos olhavam tudo o que havia na casa. Realmente estavam contentes de estar nesse novo lar, mas ainda um pouco receosos do futuro. De repente Gene apontou o dedo magro para o retrato de uma mulher que estava sobre o piano.
- Veja, disse ele à Maria, parece...
- Não pôde continuar, um soluço embargou-lhe a voz e ambos começaram a chorar. Não podiam controlar as emoções.
Quando a Sra. Bergman ouviu os soluços, veio correndo para ver o que havia. – Que é que vocês têm? Que aconteceu? Vocês não estão satisfeitos aqui? Exclamou ela.
- Sim, disse a menina por entre lágrimas, estamos contentes.
- Então por que estão chorando tanto? Perguntou ela.
Logo que se acalmaram um pouco, olharam para a face maternal da Sra. Bergman e apontaram para o quadro sobre o piano. A senhora, fitando o retrato, disse: - Sim, é minha irmã. Porque vocês choram ao ver essa fotografia?
A menininha soluçou: - Essa é minha mãe!
Então a Sra. Bergman concluiu que sua irmã, que fazia anos havia ido para a Áustria e dela não tinha notícias já havia quatro ou cinco anos, teria sido morta no bombardeio. Depois de considerável interrogatório, ficou convicta de que estes eram realmente os filhos de sua irmã.

Oh, que alegria houve naquele lar e que gratidão por Deus ter ouvido as orações daquelas crianças deixadas sem lar! Compreenderam que há um Deus que ouve e responde de modo maravilhoso às orações.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quando a Igreja se Torna Como o Mundo


Pr. Wilson Franklim

Estamos vivendo uma época em que o mundo passou a avaliar tudo apenas pelo resultado. É filosofia do pragmatismo. O que é pragmatismo? O pragmatismo é muito semelhante ao utilitarismo. É a crença de que os resultados, e/ou utilidade, estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista se uma técnica, ou mesmo um método produz o resultado desejado, a utilização de tal recurso é válida.

Afinal de contas, o que há de errado com o pragmatismo, uma vez que até o bom senso tem uma dose de pragmatismo legitimo? Se um remédio não produz o efeito esperado, procura-se o médico e solicita-se outro medicamento que funcione. Quando entramos em nosso quarto e acionamos o interruptor, e a lâmpada não acende, trocamos a lâmpada. Se a nova lâmpada acende, é razoável supor que o problema estava na lâmpada "queimada". Portanto, realidades pragmáticas simples como essas por si mesmas são óbvias.

1. O Problema

Quando, porém, se USA o pragmatismo para estabelecer juízos acerca do certo e do errado, ou quando se faz dele uma filosofia de vida, que passa a dirigir a teologia, ou do ministério, haverá inevitavelmente um choque desastroso com as Sagradas Escrituras. Veja porque:

As realidades bíblicas e espirituais não são determinadas tomando-se como base o que funciona, o que não funciona. Observe que, em I Co 1.22,23; e 2.14, Paulo nos alerta que nem sempre o Evangelho produz uma resposta positiva. Por outro lado, as heresias e o engano satânico podem ser bastante eficazes (Mt 24.23,24; 2Co 4.3,4). Jesus também alerta que a reação da maioria nem sempre pode ser usada como parâmetro seguro para determinar o que é válido. Outro aspecto igualmente importante é que a prosperidade não serve para constatar a veracidade (Jó 12.6).

De uma maneira sutil, em vez uma vida regenerada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes nos cultos que vem se tornando o alvo maior das igrejas contemporâneas. Pregar a Palavra e confrontar o pecado com ousadia são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de alcançar o mundo para Cristo. Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da igreja, porque a Grande comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não precisa de vendedores, e, sim profetas. A semente que produz o novo nascimento é a Palavra de Deus (I Pe 1.23).

2. Os Efeitos do Pragmatismo Entre Nós
2.1. Mudança de culto de Teocêntrico para Antropocêntrico

Um dos sinais mais visíveis do pragmatismo na área evangélica são as mudanças convulsivas que, nas últimas décadas, tem "revolucionado" o culto nas igrejas. Onde a filosofia passou a ser planejar e realizar cultos dominicais que sejam mais divertidos do que reverentes. Mais show do que adoração. O resultado é culto mais centrado na pessoa humana (antropocêntrico), do que centrado na pessoa de Deus (teocêntrico). O mais grave é que a teologia é forçada a ceder o lugar de honra à metodologia. Vejam o que escreveu Elmer l. Towns: "antigamente a declaração de fé representava a razão de ser de uma denominação. Hoje, a metodologia é o vínculo que mantém as igrejas unidas. Uma declaração ministerial define a igreja e sua própria existência ministerial" . Observem a sutileza desta afirmação, ele diz entre linhas, escancaradamente, que Deus, Jesus e o Espírito Santo e a sua Santa revelação deixaram de ser o vínculo de união entre as igrejas. Por incrível que pareça muitos acreditam que essa idéia é um avanço para igreja atual. Alguns pastores chegam a afirmar que a igreja dos nossos dias precisa de algo mais do que as quatro prioridades apresentadas no livro de Atos - A doutrina dos apóstolos, a comunhão, o partir do pão e as orações (At 2.42).

2.2. Surgimento de Novas Metodologias
Encantados na onda do "resultado", de encher rapidamente as igrejas, muitos líderes embarcaram numa verdadeira corrida aos mais variadas metodologias de "crescimento". Livros dos mais variados foram escritos, uns incentivando o marketing , outros a auto-ajuda, outros entretenimento e muito mais. O resultado é que a recreação, o entretenimento, e mesmo a música, de forma perspicaz, passaram a apagar o verdadeiro culto e a comunhão dominical. Irmãos, não podemos colocar nossa confiança em métodos e fórmulas. Nossa confiança deve estar no Todo Poderoso. Mas, há um detalhe muito especial: é preciso ter vida espiritual, é preciso haver dedicação, é preciso ter o caráter de Jesus. É obvio que a espiritualidade tem um custo.

Por outro lado, com as fórmulas e métodos não é preciso ser espiritual, não é preciso gastar tempo recebendo a mensagem de Deus, não é preciso ter uma vida devocional, basta seguir as fórmulas de marketing, agradar ao povo, Dar um show nos púlpitos...

Nesse embalo, novos e bonitos nomes tais como: "celebração", "gospel", "nova unção", "renovação", foram inseridos em nosso linguajar, para justificar "novos tempos". A pregação é encarada como antiquada principalmente a pregação expositiva. "Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que quanto mais curto melhor" . Já faz mais de cem anos que Spurgeon proclamou essas palavras, mas infelizmente elas ainda continuam atuais para os nossos dias.

3. Será Que Toda Inovação é Errada?
Não é à inovação em si que me oponho. Tenho consciência de que os estilos de adoração estão em constantes mudanças. Se Spurgeon chegasse à nossa igreja hoje, ele não gostaria de nosso órgão, de nossa orquestra. Não sou preso a esse ou aquele estilo de música ou liturgia. Na realidade sou contra a estagnação das igrejas. Também não alimento nenhuma intenção de fabricar normas arbitrárias a fim de dizer o que é aceitável ou não nos cultos. Todavia, meu embate é contra a filosofia que relega Deus e a sua Palavra um papel secundário na igreja. Discordo daqueles que acreditam que técnicas e métodos humanos podem resgatar almas para os céus com mais eficiência do que o Deus Todo Poderoso. Nessa altura, as palavras de MacArthur merecem uma especial atenção: "Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja".

Conclusão
O pragmatismo como filosofia norteadora do ministério é defeituoso e desleal para com a igreja de Jesus Cristo. Como prova de veracidade, chega mesmo a ser satânico, porque atende aos objetivos do maligno de afastar o crente da realidade da Palavra de Deus, de que as Escrituras são uma questão de vida e não apenas de crença.

Qual o tipo de ministério que agrada a Deus? "Prega a Palavra" (II Tm 4.2). O centro de nossos ministérios deve ser a obediência a esse simples mandamento. A tarefa do pregador é proclamar as Escrituras (Rm 10.14; Ne 8.8). Não há outra fórmula, pregar é o compromisso maior de nosso chamado. Se, não atendermos com urgência a essa vocação, nossos ministérios serão puxados para o declínio, e nos veremos em busca do pragmatismo, aplicando na igreja os padrões do mundo.

Nos dias atuais é importante que "a teologia mantenha o diálogo com as demais ciências, sem jamais perder seu elemento máximo: a fé nas sagradas Escrituras" . Por outro lado, a falta de temor a Deus, que tem caracterizado a presente geração de adoradores, tem produzido uma adoração sem qualquer senso de reverência ao Adorado.

Minha oração é que este artigo instigue nossa forma de pensar, conduzindo-nos à Palavra de Deus, "para ver se as coisas" são "de fato assim" (At 17.11).