W. Robert Godfrey
A preocupação de Deus com respeito a seu culto deve levar os evangélicos a uma avaliação muito mais cautelosa de suas práticas de culto.
Primeiramente, os evangélicos precisam reconsiderar os novos elementos introduzidos no culto. Será que elementos visuais como drama, dança e filme são aceitáveis a Deus? Não parecem ser coerentes com a aplicação refletida do Segundo Mandamento. Ao contrário, tem mais semelhança com o fogo estranho oferecido ao Senhor (Lv 10.1). Deus na Escritura nunca aprovou a criatividade ou inovação no culto. Como é que os evangélicos tão impensadamente presumem que Deus aprova as suas novidades?
Esses elementos têm de ser rigorosamente submetidos às Escrituras. A falha evangélica, de não fazer isso, mostra que a Bíblia não funciona de maneira central na vida e no modo de pensar de muitos. Não devia haver tantos evangélicos se contentando com tirar um tema ou ilustração da Escritura, sem estudar cuidadosamente os detalhes para verificar se estão apresentando uma verdade coerente e sistemática. Os evangélicos precisam ver que o culto deve ser orientado pela Palavra nos detalhes específicos, não de maneira geral e vaga.
Para muitos, a justificativa de sua maneira nova de prestar culto tem raiz na sua sinceridade. O culto certamente precisa ser sincero para ser aceitável a Deus. Mas a sinceridade por si só não torna o culto aceitável a Deus. Os adoradores de Baal nos dias de Elias eram sinceros. Muitos adoradores de Yahweh em Samaria eram sinceros. Mas Deus rejeitou tal adoração como violações do Primeiro ou Segundo Mandamento. A sinceridade não justifica a falsa adoração, como também não justifica a falsa doutrina ou a vida desobediente.
O culto que é simples e espiritual irá incentivar a vida cristã disciplinada e coerente. Conduzirá os evangélicos de volta à Bíblia. Esse culto realmente edificará o corpo de Cristo na doutrina e na vida.
Segundo, os evangélicos devem reexaminar quais as formas em que eles mudaram os elementos do culto. Os sermões devem voltar a ser rigorosamente expositivos para que a igreja ouça realmente a Palavra de Deus, e não opiniões humanas. A exposição da Palavra em sua riqueza irá confrontar as nossas idéias, valores e maneiras pecaminosas, assegurando que o culto não seja simplesmente um paliativo confortante. A Bíblia precisa ser lida como ato central do culto: não apenas para informar, mas como um ato de reverência e agradecimento a um Deus que se revelou a si mesmo. A oração deve ser restaurada como privilégio da igreja de falar ao Deus que se aproxima deles. Os sacramentos devem ser vistos como sendo a bondade do Senhor em dar expressão visível ao evangelho.
Os elementos históricos do culto refletiam um sentimento da grandeza e presença de Deus. Os evangélicos podem retomar o culto profundamente centrado em Deus, e se afastar do seu culto cada vez mais centrado no homem. Como Calvino escreveu: "Não é uma teologia muito acertada a que limita tanto os pensamentos da pessoa a si mesma, e não coloca diante dele, como motivação primária de sua existência, o zelo por ilustrar a glória de Deus. Pois somos nascidos antes de tudo para Deus, e não para nós mesmos".
A vida cristã florescerá num contexto em que se cultive um relacionamento vital com Deus de acordo com sua Palavra. Reunir-se com Deus na verdade fortalecerá a vida cristã.
Terceiro, os evangélicos devem olhar com cuidado a sua música. A música é a maneira-chave de expressar a emoção no culto. Mas o culto contemporâneo por vezes demais se preocupa apenas com a emoção de alegria – e esta de modo bem superficial. A Bíblia da ênfase à alegria, certamente, mas dá ênfase igual à reverência. Diz o Salmo 2.11: "Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor". A reverência e a alegria, ambas, devem ser expressas no culto.
A alegria e a reverência refletem a natureza de Deus, que é justo e misericordioso, santo e amoroso. Culto que é apenas alegre é servir a um Deus despojado da metade de seus atributos. Produz um evangelho que fala de paz quando não há paz. Divorcia a Lei do evangelho e o arrependimento da fé.
As músicas do culto da igreja devem seguir o modelo do hinário no qual se louva a natureza de Deus, com amor para com Deus como ele realmente é. Abastecerá a mente com verdades sobre as quais meditar. Incentivará o povo de Deus à santidade de vida.
Quarto, muitos evangélicos diminuíram o papel do pastor na liderança do culto e multiplicaram o número de líderes do culto. São atos alinhados com a cultura democrática, e freqüentemente justificados apelando-se à doutrina do sacerdócio de todos os santos. Mas isso muitas vezes torna líderes pessoas sem a instrução ou experiência devida para a posição. E mais importante, tais pessoas não receberam um chamado nem foram separadas para essa obra pelo corpo da igreja.
Os evangélicos precisam reassumir uma teologia de dom e ministério. Uma das grandes dádivas de Cristo concedidas à sua igreja, de acordo com Efésios 4, são os dons de pastor e professor. Aqueles que foram dotados e vocacionados por Cristo e sua igreja precisam dirigir o povo de Deus cuidadosamente em seu culto em conformidade com a Palavra.
Tal liderança irá ajudar os crentes em toda sua maneira de vida a refletir sobre a importância das estruturas e autoridades que Deus nomeia. O declínio do respeito para com as autoridades, quer pais, mestres, empregadores, ou autoridades do governo, é um problema crucial do nosso tempo. A igreja deve ser exemplo para a sociedade no seu respeito para com os ministros e presbíteros que Cristo estabeleceu em sua igreja.
Quinto, os evangélicos vêm mudando o horário do culto para tornar mais fácil e acessível o culto ao Senhor. Mas será que os evangélicos compreenderam o chamado do Senhor para que se santifique o Dia do Senhor? Existe um dia do Senhor na nova aliança – o de Apocalipse 1.10 – e é santificando-o que o povo de Deus aprende a obedecer e a negar-se a si mesmo. O verdadeiro Cristianismo não é fácil, mas aceita de bom grado a disciplina e bênção do descanso e culto no Dia do Senhor. A fé verdadeira fica feliz de passar tempo com Deus. Aprecia muitíssimo a hora para devoção, aprendizagem e serviço cristão. Não busca terminar logo o culto, mas procura seguir o modelo revelado de um dia com Deus.
Os evangélicos, com relação ao culto, doutrina e vida, vêm se tornando minimalistas. São pessoas demais perguntando: Qual é o mínimo que posso fazer e qual é a maneira mais fácil de fazê-lo para que eu seja um discípulo de Jesus Cristo? Os evangélicos precisam se lembrar – em primeiro lugar – da Grande Comissão (Mt 28.18-20). Aí Jesus declara o que é o verdadeiro discipulado. Tem uma dimensão doutrinária: Os discípulos devem reconhecer Jesus como possuidor de toda a autoridade no céu e na terra. Tem uma dimensão de culto: Os discípulos devem ser batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Tem uma dimensão de vida: Os discípulos devem obedecer a tudo o que Deus mandou. Os evangélicos precisam captar de novo a plenitude da religião bíblica.
REFORMA HOJE – UMA CONVOCAÇÃO FEITA PELOS EVANGÉLICOS CONFESSIONAIS
James Boice, Gene Edward Veith, Michael Horton, Sinclair Ferguson Etc
Editora Cultura Cristã
Reproduzido com Autorização.
"Porque ninguém pode pôr outro Fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". 1ªCO 3:11
sexta-feira, 29 de maio de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
AJUDA

Um homem dirigindo seu automóvel atropelou um cachorro. Desceu do carro e procurou socorrer o animal, que estava levemente ferido. Num movimento rápido, o cãozinho mordeu o braço do motorista. O homem, entretanto, não se zangou. Sabia que o cão o havia atacado porque estava ferido. Continuou, mais tarde, em seus trabalhos e lembrou-se do ocorrido, extraindo a seguinte lição: Há muitas pessoas que também atacam as outras com palavras duras, porque foram feridas antes. Não sendo crentes ou sendo crentes imaturos, não sabem reagir de outra maneira, por isso, agridem até mesmo quando são ajudadas.
»PROVÉRBIOS 15
A RESPOSTA branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
A língua dos sábios adorna a sabedoria...
TENHA UMA SEMANA ABENÇOADA!!!
VALORIZE O QUE É SEU

Valorize o que é seu
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: - Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: “Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda” . Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. - Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha. Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que tens, as pessoas, os momentos, pois muitas pessoas gostariam de estar no seu lugar (autores desconhecidos -
Fonte:estudosgospel@groups.com.br ).
sábado, 27 de dezembro de 2008
Agradeço a Jesus Cristo Pela Graça Alcançada

Pr. Daniel Rocha
Onde quer que andemos pela cidade de S.Paulo deparamo-nos com inúmeros cartazes, faixas e letreiros pendurados nas fachadas das casas e nos postes com a seguinte inscrição:
"AGRADEÇO A SANTO EXPEDITO PELA GRAÇA ALCANÇADA".
Fiquei curioso: quem é esse homem que está resolvendo o problema de tantas pessoas?
Resolvi procurar na Bíblia para ver se aparecia o seu nome, se ele tinha andado com Cristo ou com Paulo. Quem sabe ele fosse um dos discípulos? Minha busca deu em nada: não aparece Santo Expedito na Bíblia. Fui pesquisar então na História e finalmente achei o homem: ele foi comandante de uma legião romana, converteu-se ao cristianismo e morreu martirizado no ano 303. Diz a história que no momento de sua conversão apareceu um corvo (simbolizando o mal) que lhe falou: "Cráss" que significa "amanhã" em latim. O corvo queria que ele deixasse a conversão para outro dia. Ele não aceitou e esmagou o corvo com o pé direito, afirmando "hodie" (que significa hoje). "Não vou deixar nada para amanhã". Ficou conhecido, então, como o santo que resolve as coisas com rapidez.
Continuei pesquisando para ver quando foi sua ressurreição, mas não há menção desse fato. Ora, se não ressuscitou como Jesus significa então que ele está no Paraíso, aguardando o Dia do Juízo, junto com o ladrão da cruz, junto com Pedro, com Maria, e todos os mais que morreram em Cristo.
Eu até creio que após sua conversão Expedito foi um homem bom e justo. Mas agora encontra-se completamente impossibilitado de atender minhas preces e nem sequer sabe que eu existo.
Outro dia recebi um e-mail ensinando-me a pedir as coisas para Santo Expedito. Ao final dizia para remeter a mesma mensagem para mais 15 pessoas e não quebrar a corrente. Como eu não quero mexer com os mortos (e acho que quem já morreu merece descanso), ao invés de mandar aquela mensagem, eu escrevi uma outra que passei adiante e dizia assim:
AGRADEÇO A JESUS PELA GRAÇA ALCANÇADA, POIS....
....é Jesus que atende às causas impossíveis ("Porque sem Mim, nada podeis fazer - João 15.5);
....é Jesus que se alegra quando pedimos as coisas apenas em Seu Nome ("E tudo o que pedirdes em meu Nome, eu o farei" - João 14.13)
....é Jesus o único "intermediário" entre Deus e os homens ("Porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus - 1Timóteo 1.5)
....é Jesus o único com poder para interceder por nós ("Cristo Jesus está à direita de Deus e intercede por nós" - Romanos 8.34)
....é a Jesus quem Maria recorreu quando acabou o vinho na festa de casamento e disse: "façam tudo o que Ele vos disser" - João 2.5
MAS ATENÇÃO: Para receber a Graça NÃO PRECISA passar essa mensagem adiante. É necessário apenas Fé em Jesus Cristo. Nada mais.
"Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração" - Jr 29:13
Deus te abençõe!
domingo, 21 de dezembro de 2008
SEGUINDO OS PASSOS

Diz um ditado popular: “Palavras convencem, exemplos arrastam”.
Em Chicago um pai estava lutando contra o hábito da bebida. Numa noite de inverno em que a neve estava caindo, disse para a esposa que iria visitar os amigos.
Apesar dos apelos dela, colocou seu chapéu, vestiu o agasalho calçou as botas e saiu pela porta da frente para entrar no carro. Enquanto pisava na neve, ouviu a porta da frente abrir-se e a voz de seu filhinho chamando:
“Papai, estou pisando onde você pisou. Estou seguindo seus passos”.
Virando-se, viu seu filho tentando alcançá-lo, colocando os pezinhos nas marcas que os pés grandes de seu pai haviam deixado na neve.
Naquele momento o pai refletiu seriamente no exemplo que estava dando para o filho.
E nós, que modelo estamos seguindo? Temos nos espelhado nos bons exemplos? O que a Bíblia nos diz?
1 Pedro 2.21: “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas”.
1 Coríntios 11.1 o apóstolo Paulo diz: ”Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A RESPOSTA DE DEUS

Durante a guerra, grandes aviões com sua carga mortal sobrevoaram a Áustria. Milhares de casas foram destruídas, fábricas incendiadas e a Capital passou por grande aflição. Inúmeras famílias foram deixadas sem lar, como só acontece quando há guerra. Gene e Maria chamemo-los assim, voltaram um dia da escola para casa apenas para descobrir que não somente a casa tinha sido destruída pelas bombas, mas tanto o pai como a mãe haviam sido mortos. Os vizinhos os levaram, com muitas outras crianças sem lar, para o grande orfanato da cidade. Bem podemos imaginar a tristeza e a amargura daquelas pobres crianças. Contudo, não esqueceram os ensinamentos dos pais e muitas vezes ao encontrarem-se no vestíbulo do orfanato, cruzavam as mãozinhas e oravam ao Pai celeste. Não sabiam o que o futuro lhes reservaria.
Um dia foi anunciado que um país vizinho se oferecia para arranjar lares para muitas daquelas crianças. Todos estavam excitados e felizes no dia da partida. Gene e Maria saíram felizes com seus poucos pertences debaixo do braço e entraram no ônibus que os havia de levar até a estação, onde tomariam o longo trem sibilante. Seria sua primeira viagem de trem. Centenas de crianças seriam levadas da pátria para um país estranho, onde deveriam encontrar novos lares – novos papais e novas mamães.
Quando soou o apito, o trem começou a movimentar-se, ganhando velocidade. Logo cortava os campos com rapidez enquanto ansiosos olhinhos perscrutavam cenários que nunca seriam esquecidos. Gene e Maria, contudo, não estavam demasiado ocupados para poderem cruzar de vez em quando as mãozinhas e curvar as cabecinhas para uma oração: “Querido Jesus, Tu sabes que perdemos nosso papai e nossa mamãe: dá-nos, por favor, um novo lar. Não permitas que sejamos separados e envia-nos para o lar conveniente”.
Logo o trem diminuiu a velocidade e parou numa estação. Crianças e mais crianças emergiram dos superlotados carros e fizeram filas na plataforma. Muita gente da cidade ali estava, a fim de escolher uma criança e adotá-la. Aqui e ali uma era escolhida por ansiosos casais que fitavam aqueles orfãozinhos de um país estranho. Aqueles rostinhos tristes se voltavam para cima para verem seus novos pais. Os que sobravam voltavam para o trem e viajavam para a próxima cidade.
O dia inteiro repetiu-se a cena, enquanto o grande trem, hora após hora carregava aqueles pedacinhos da humanidade para novas aventuras. De quando em quando Gene e Maria repetiam a oração para que de qualquer maneira Deus encontrasse para eles o devido lar.
Estava quase escuro quando o trem parou outra vez numa grande estação. Gene e Maria separavam-se ao descerem do trem para a fila, onde, conforme pensavam seriam passados por alto, como tantas vezes já havia acontecido antes.
Essa manhã, em certa cidade, um casal cristão estava fazendo o culto quando uma batida na porta anunciou a chegada do jornal matutino. Depois de terminado o culto passaram os olhos pelo jornal para lerem as manchetes: “Trem de crianças austríacas chega esta noite”, foi o que lhes atraiu a atenção. A bondosa senhora olhou para o marido e disse: “Querido, esta é a nossa oportunidade de conseguirmos o menino que há tanto tempo você deseja”.
O marido respondeu com um sorriso: “Não, querida, você sempre desejou uma menina e não quero ser egoísta. Enquanto vou trabalhar, você vai à estação e, quando o trem chegar, escolha uma linda menina de cabelos crespos, para nós”.
Por algum tempo estiveram considerando se devia ser menino ou menina. De uma coisa estavam convictos: que só poderiam cuidar de uma criança. Existia no coração de ambos uma simpatia especial pelos austríacos, pois ambos tinham parentes na Áustria. Finalmente chegaram á conclusão de que adotariam um menininho que tivesse cabelos crespos, ombros largos e se parecesse com o pai adotivo.
Quando o trem parou em sua cidade aquela noitinha e as centenas de crianças fizeram fila para procurar novos pais, a Sra. Bergman estava lá. Andou avidamente de um lado para o outro, contemplando os rostinhos magros e tristes das pequenas vítimas da guerra. Podia ler a história de desapontamento, desolação e fome em muitas faces. Afinal notou um rapazinho que parecia ter as feições procuradas, ombros largos, cabelos crespos e ar tranqüilo e calmo. Havia algo nele que atraiu a atenção. Parecia-se com alguém que ele já tinha visto antes. Aproximou-se dele com um sorriso:
Você quer vir para a nossa casa? Temos um balanço no quintal e nenhuma criança para brincar nele. Eu gosto de homenzinho como você. Você vem comigo?
Gene continuou ereto e impassível. Afinal respondeu com sua vozinha fina:
- Sim, eu gostaria de ir com a senhora e brincar no balanço, mas tenho uma irmãzinha e queremos ficar juntos.
Sua voz tremeu um pouco na última palavra e lágrimas brilharam nos olhos.
- Oh, mas sua irmãzinha terá acolhida em outra parte! Nós só podemos ficar com um, rogou a Sra. Bergman.
- Mas nós pedimos a Jesus que nos mandasse para a mesma casa e temos certeza de que Ele terá um lugar onde poderemos ficar juntos, pois perdemos nosso pai e nossa mãe, disse o pequeno, num soluço.
O coração da senhora ficou tocado. Ali estava um menino que cria em Deus e cria que Ele havia de responder à sua oração. Respondeu rapidamente: - Onde está sua irmãzinha? Vá buscá-la, para eu vê-la.
O pequeno correu, procurando-a na fila, e voltou em seguida com ela pela mão. Ambos pararam, fitando a bondosa senhora com olhar súplice.
- Aqui está ela, disse Gene com um sorriso.
Lágrimas assomaram aos olhos da senhora enquanto sentia um nó na garganta. Que injustiça estaria praticando ao separar aqueles irmãozinhos, únicos sobreviventes daquela família destruída pelo bombardeio! Convenceu-se de que devia aceitar os dois. Olhando-os intensamente, disse: - Bem, queridos amigos, não sei o que meu marido dirá, mas vou levar vocês dois. Venham comigo e logo chegaremos em casa.
Com exclamações de alegria eles disseram adeus aos companheiros e logo se perderam no meio da multidão, seguindo sua nova mãe até o auto lá embaixo, na estação. Poucos depois estavam sentados na sala de uma boa e ampla casa, esperando algo para comer.
A Sra. Bergman estava na cozinha preparando alguma coisa para os famintos aditamentos de sua família. Com os olhos bem abertos, os pequenos olhavam tudo o que havia na casa. Realmente estavam contentes de estar nesse novo lar, mas ainda um pouco receosos do futuro. De repente Gene apontou o dedo magro para o retrato de uma mulher que estava sobre o piano.
- Veja, disse ele à Maria, parece...
- Não pôde continuar, um soluço embargou-lhe a voz e ambos começaram a chorar. Não podiam controlar as emoções.
Quando a Sra. Bergman ouviu os soluços, veio correndo para ver o que havia. – Que é que vocês têm? Que aconteceu? Vocês não estão satisfeitos aqui? Exclamou ela.
- Sim, disse a menina por entre lágrimas, estamos contentes.
- Então por que estão chorando tanto? Perguntou ela.
Logo que se acalmaram um pouco, olharam para a face maternal da Sra. Bergman e apontaram para o quadro sobre o piano. A senhora, fitando o retrato, disse: - Sim, é minha irmã. Porque vocês choram ao ver essa fotografia?
A menininha soluçou: - Essa é minha mãe!
Então a Sra. Bergman concluiu que sua irmã, que fazia anos havia ido para a Áustria e dela não tinha notícias já havia quatro ou cinco anos, teria sido morta no bombardeio. Depois de considerável interrogatório, ficou convicta de que estes eram realmente os filhos de sua irmã.
Oh, que alegria houve naquele lar e que gratidão por Deus ter ouvido as orações daquelas crianças deixadas sem lar! Compreenderam que há um Deus que ouve e responde de modo maravilhoso às orações.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Quando a Igreja se Torna Como o Mundo

Pr. Wilson Franklim
Estamos vivendo uma época em que o mundo passou a avaliar tudo apenas pelo resultado. É filosofia do pragmatismo. O que é pragmatismo? O pragmatismo é muito semelhante ao utilitarismo. É a crença de que os resultados, e/ou utilidade, estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista se uma técnica, ou mesmo um método produz o resultado desejado, a utilização de tal recurso é válida.
Afinal de contas, o que há de errado com o pragmatismo, uma vez que até o bom senso tem uma dose de pragmatismo legitimo? Se um remédio não produz o efeito esperado, procura-se o médico e solicita-se outro medicamento que funcione. Quando entramos em nosso quarto e acionamos o interruptor, e a lâmpada não acende, trocamos a lâmpada. Se a nova lâmpada acende, é razoável supor que o problema estava na lâmpada "queimada". Portanto, realidades pragmáticas simples como essas por si mesmas são óbvias.
1. O Problema
Quando, porém, se USA o pragmatismo para estabelecer juízos acerca do certo e do errado, ou quando se faz dele uma filosofia de vida, que passa a dirigir a teologia, ou do ministério, haverá inevitavelmente um choque desastroso com as Sagradas Escrituras. Veja porque:
As realidades bíblicas e espirituais não são determinadas tomando-se como base o que funciona, o que não funciona. Observe que, em I Co 1.22,23; e 2.14, Paulo nos alerta que nem sempre o Evangelho produz uma resposta positiva. Por outro lado, as heresias e o engano satânico podem ser bastante eficazes (Mt 24.23,24; 2Co 4.3,4). Jesus também alerta que a reação da maioria nem sempre pode ser usada como parâmetro seguro para determinar o que é válido. Outro aspecto igualmente importante é que a prosperidade não serve para constatar a veracidade (Jó 12.6).
De uma maneira sutil, em vez uma vida regenerada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes nos cultos que vem se tornando o alvo maior das igrejas contemporâneas. Pregar a Palavra e confrontar o pecado com ousadia são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de alcançar o mundo para Cristo. Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da igreja, porque a Grande comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não precisa de vendedores, e, sim profetas. A semente que produz o novo nascimento é a Palavra de Deus (I Pe 1.23).
2. Os Efeitos do Pragmatismo Entre Nós
2.1. Mudança de culto de Teocêntrico para Antropocêntrico
Um dos sinais mais visíveis do pragmatismo na área evangélica são as mudanças convulsivas que, nas últimas décadas, tem "revolucionado" o culto nas igrejas. Onde a filosofia passou a ser planejar e realizar cultos dominicais que sejam mais divertidos do que reverentes. Mais show do que adoração. O resultado é culto mais centrado na pessoa humana (antropocêntrico), do que centrado na pessoa de Deus (teocêntrico). O mais grave é que a teologia é forçada a ceder o lugar de honra à metodologia. Vejam o que escreveu Elmer l. Towns: "antigamente a declaração de fé representava a razão de ser de uma denominação. Hoje, a metodologia é o vínculo que mantém as igrejas unidas. Uma declaração ministerial define a igreja e sua própria existência ministerial" . Observem a sutileza desta afirmação, ele diz entre linhas, escancaradamente, que Deus, Jesus e o Espírito Santo e a sua Santa revelação deixaram de ser o vínculo de união entre as igrejas. Por incrível que pareça muitos acreditam que essa idéia é um avanço para igreja atual. Alguns pastores chegam a afirmar que a igreja dos nossos dias precisa de algo mais do que as quatro prioridades apresentadas no livro de Atos - A doutrina dos apóstolos, a comunhão, o partir do pão e as orações (At 2.42).
2.2. Surgimento de Novas Metodologias
Encantados na onda do "resultado", de encher rapidamente as igrejas, muitos líderes embarcaram numa verdadeira corrida aos mais variadas metodologias de "crescimento". Livros dos mais variados foram escritos, uns incentivando o marketing , outros a auto-ajuda, outros entretenimento e muito mais. O resultado é que a recreação, o entretenimento, e mesmo a música, de forma perspicaz, passaram a apagar o verdadeiro culto e a comunhão dominical. Irmãos, não podemos colocar nossa confiança em métodos e fórmulas. Nossa confiança deve estar no Todo Poderoso. Mas, há um detalhe muito especial: é preciso ter vida espiritual, é preciso haver dedicação, é preciso ter o caráter de Jesus. É obvio que a espiritualidade tem um custo.
Por outro lado, com as fórmulas e métodos não é preciso ser espiritual, não é preciso gastar tempo recebendo a mensagem de Deus, não é preciso ter uma vida devocional, basta seguir as fórmulas de marketing, agradar ao povo, Dar um show nos púlpitos...
Nesse embalo, novos e bonitos nomes tais como: "celebração", "gospel", "nova unção", "renovação", foram inseridos em nosso linguajar, para justificar "novos tempos". A pregação é encarada como antiquada principalmente a pregação expositiva. "Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que quanto mais curto melhor" . Já faz mais de cem anos que Spurgeon proclamou essas palavras, mas infelizmente elas ainda continuam atuais para os nossos dias.
3. Será Que Toda Inovação é Errada?
Não é à inovação em si que me oponho. Tenho consciência de que os estilos de adoração estão em constantes mudanças. Se Spurgeon chegasse à nossa igreja hoje, ele não gostaria de nosso órgão, de nossa orquestra. Não sou preso a esse ou aquele estilo de música ou liturgia. Na realidade sou contra a estagnação das igrejas. Também não alimento nenhuma intenção de fabricar normas arbitrárias a fim de dizer o que é aceitável ou não nos cultos. Todavia, meu embate é contra a filosofia que relega Deus e a sua Palavra um papel secundário na igreja. Discordo daqueles que acreditam que técnicas e métodos humanos podem resgatar almas para os céus com mais eficiência do que o Deus Todo Poderoso. Nessa altura, as palavras de MacArthur merecem uma especial atenção: "Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja".
Conclusão
O pragmatismo como filosofia norteadora do ministério é defeituoso e desleal para com a igreja de Jesus Cristo. Como prova de veracidade, chega mesmo a ser satânico, porque atende aos objetivos do maligno de afastar o crente da realidade da Palavra de Deus, de que as Escrituras são uma questão de vida e não apenas de crença.
Qual o tipo de ministério que agrada a Deus? "Prega a Palavra" (II Tm 4.2). O centro de nossos ministérios deve ser a obediência a esse simples mandamento. A tarefa do pregador é proclamar as Escrituras (Rm 10.14; Ne 8.8). Não há outra fórmula, pregar é o compromisso maior de nosso chamado. Se, não atendermos com urgência a essa vocação, nossos ministérios serão puxados para o declínio, e nos veremos em busca do pragmatismo, aplicando na igreja os padrões do mundo.
Nos dias atuais é importante que "a teologia mantenha o diálogo com as demais ciências, sem jamais perder seu elemento máximo: a fé nas sagradas Escrituras" . Por outro lado, a falta de temor a Deus, que tem caracterizado a presente geração de adoradores, tem produzido uma adoração sem qualquer senso de reverência ao Adorado.
Minha oração é que este artigo instigue nossa forma de pensar, conduzindo-nos à Palavra de Deus, "para ver se as coisas" são "de fato assim" (At 17.11).
sábado, 6 de dezembro de 2008
A NOVA CRIATURA E A NATUREZA PECAMINOSA

A NOVA CRIATURA E A NATUREZA PECAMINOSA
Vejam uma gata. Que limpa criatura é! É interessante vê-la lavar o próprio corpo com a língua e as patas. Você, porventura, já viu uma porca fazer o mesmo? Nunca viu nem verá, pois isso é contrário à sua natureza. Ela prefere focinhar na lama. Ensine uma porca a lavar-se e a limpar-se como a gata - tarefa inútil.
Você poderá lavar à força aquela porca; ela porém, voltará para a lama e sairá dali tão imunda como antes. O único modo pelo qual você poderá conseguir fazer com que uma porca se lave voluntariamente seria transformá-la numa gata. Suponha que tal transformação se realize; então, aquilo que parecia difícil ou impossível tornar-se-á fácil e espontâneo.
Assim é com o ímpio. Você não poderá forçá-lo a ser santo, pois não tem como sê-lo; sua natureza o conduz para outro caminho.
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A Natureza pecaminosa é a capacidade e inclinação humana para fazer tudo aquilo que nos torna reprováveis aos olhos de Deus.
Ilustrando a Natureza Pecaminosa:
Um escorpião desejando atravessar o rio pediu uma carona para a rã.
A rã respondeu: Você acha que eu sou louca em deixar você subir nas minhas costas? No meio do rio você vai me ferroar e eu morro.
Se eu fizer isso, também morrerei afogado, argumentou o escorpião. A rã, convencida pela argumentação do escorpião, permitiu que ele subisse em suas costas e iniciou a travessia do rio.
No meio do rio o escorpião aplicou-lhe uma tremenda ferroada.
Porque fez isto? Agora ambos morreremos, disse a rã.
Desculpe, mas é a minha natureza, disse o escorpião.
Por que pecamos? Porque é nossa natureza. Por isso é tão fácil pecar.
Só o poder de Deus pode transformar a natureza pecaminosa do homem.
Quando o Senhor fizer dele um novo homem, então tudo será espontaneamente diferente.
A nova natureza busca a santidade tão espontaneamente como a velha corre atrás da iniqüidade. Que benção receber a nova natureza!
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Co 5:17
domingo, 30 de novembro de 2008
AS MARCAS DE CRISTO

AS MARCAS DE CRISTO Gl 6:17
Quase todos nós carregamos marcas pelo corpo. Muitas são cicatrizes vindas da infância. É possível até contar um pouco de nossa história através delas: a queda da bicicleta, a queimadura no fogão,o corte com a faca, o encontro com o arame farpado....
Alguns mais antigos trazem os sinais que a varíola deixou quando ainda não havia vacina.
Marcas podem ser chamadas de “estigmas” (do gr. Stigmata*), que eram as cicatrizes provocadas por tortura, apedrejamento ou ferro em brasa para marcar escravos e animais.
Assim como as queimaduras e os cortes deixam seus sinais pelo corpo, é certo que a alma também possui a propriedade de receber marcas, mas ao contrário do corpo, que com o passar do tempo se regenera, muita dor causada na infância ainda permanece viva.
Em um dia quente de verão lá no interior do Pantanal Mato-grossense. Um garoto foi nadar no lago que havia atrás de sua casa.
Na pressa de mergulhar na água fresca ele foi correndo... foi deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa. Entrou na água e começou a nadar.
Ele nadava naquele lago diariamente e nunca se ouviu falar na presença de jacaré naquela área. Mas naquele dia aconteceu o inesperado! O menino não percebia que enquanto nadava para o meio do rio, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, que estava em casa, olhava pela janela e observava o filho nadando no lago.
De repente, a mãe percebeu que o jacaré estava indo em direção ao seu filho e estava cada vez mais perto.
Desesperada, correu para o rio gritando o mais alto possível: “Filho! Volte! O jacaré está atrás de você!” Volte! Volte! Ouvindo a voz da mãe, o menino se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Foi uma corrida contra o tempo.
Os segundos pareciam uma eternidade. Finalmente o menino chegou à margem. Mas era tarde! Assim que o menino alcançou a mãe, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou o menino pelos braços enquanto o jacaré cravou os dentes nos pés do menino. Começou um cabo-de-guerra entre a mãe e o jacaré.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixar o seu filho ir. Um fazendeiro que passava por perto ouviu os gritos, pegou sua arma, fez pontaria e atirou no jacaré.
Após semanas no hospital, o menino sobreviveu. Seus pés estavam muito feridos por causa do ataque do animal, e, em seus braços, havia riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
Um repórter entrevistou o menino e perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. Mostrou-os ao repórter. E com orgulho, disse: “Olhe em meus braços.
Eu também tenho grandes cicatrizes em meus braços.
“Eu tenho essas cicatrizes porque minha mãe não me deixou ir”.
Você e eu podemos nos identificar com esse menino.
Nós também temos muitas cicatrizes. Não são as cicatrizes de um jacaré, ou algo tão dramático. Mas podem ser as cicatrizes de um passado doloroso.
Podem ser algumas lembranças que incomodam o coração.
Essas cicatrizes são feias e ainda te causam dores profundas.
Você já parou para pensar no porquê dessas cicatrizes? Algumas foram feitas pelo jacaré. Mas outras foram feitas pela mãe.
Algumas foram feitas pelo maligno e outras foram feitas por Deus. Deus é como a mãe daquele menino. Às vezes Ele nos fere para não nos perder para o maligno!
Algumas feridas estão em nós porque Deus se recusou a nos deixar ir.
E enquanto nos esforçávamos, Ele estava nos segurando nos braços.
No texto lido o Apostolo Paulo diz: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” Gl 6:17
São várias as opiniões em relação ao real significado dessa marca que Paulo fala aqui.
Mas é evidente que ele estava se referindo as cicatrizes literalmente: stigmata, que ficaram em seu corpo em conseqüência as perseguições, que sofrera quando em sua viagem pela galácia em sua primeira viagem missionária.
Em lista por exemplo, ele foi apedrejado até quase a morte.
As cicatrizes do corpo de Paulo pertenciam a Jesus, como as feridas que ele mesmo sofreu,
Por que as feridas de Paulo foram de fato sofridas por causa de Cristo.
As feridas infligidas ao corpo de Paulo eram evidências da intima comunhão que havia entre Jesus e Paulo
“Estamos vivendo dias, onde muitos se dizem cristãos, mas na verdade não conseguimos mais identificá-los, pois as marcas em suas vidas se apagaram”,
Temos nós hoje, em nosso corpo, as marcas de Cristo? Quais os sinais que evidenciam o senhorio de Jesus em nossas vidas?
É claro que não falo de cicatrizes que possa haver em nossos corpos, pois, pela misericórdia de Deus, não enfrentamos perseguições desse porte, pelo menos aqui no Brasil.
Contudo, falo de evidências em nosso viver diário que autenticam o nosso cristianismo; que comprovem que, verdadeiramente, somos de Cristo, somos filhos de Deus.
Creio que algumas marcas são comuns a todos os cristãos.
A primeira delas é:
1- A MARCA DA CONVERSÃO
A conversão é o lado humano da mudança espiritual que se opera no homem, a qual, vista do lado divino, nós chamamos de regeneração.
Nela há dois elementos. O primeiro deles é negativo e é chamado de arrependimento, constituído de tristeza que sente o pecador pelo seu estado de miséria e da resolução de abandonar o pecado.
O segundo é positivo, chamado de fé, que é a resolução do pecador de voltar-se para Cristo. Portanto a conversão envolve fé e arrependimento
”. A prova de que a nova vida realmente começou precisa ser buscada na conduta diária da pessoa.
Paulo exorta-nos “Desenvolvei a vossa salvação”.
Temos nós apresentado em nosso viver a marca da conversão? Há evidências claras da graça de Deus operada em nós?
Outra marca que é comum a todos os cristãos é:
2- A MARCA DO SOFRIMENTO.
O Rev. John MacArthur declarou que “a dor e o sofrimento são resultantes da hostilidade do mundo aos crentes e assim, seriam algo normal; alguma coisa que os crentes devem esperar acontecer em suas vidas”.
Ainda que não gostemos de admitir, é algo que deve ser dito: o sofrimento faz parte da própria natureza da nossa vida com Cristo aqui neste mundo..
O Senhor mesmo declarou isto: “No mundo tereis aflições”; e referiu-se ao discipulado como “lançar mão no arado”, “tomar a cruz”, “negar a si mesmo”.
Não devemos nos desanimar se nosso cristianismo não é popular e se poucos concordam conosco. “Estreita é a porta, e apertado o caminho e são poucos os que acertam por ela” (Mateus 7.14).
Paulo enfrentou grandes tribulações, como já mencionamos, e ele comissionou Timóteo aos crentes de Tessalônica dizendo: “... a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações.
Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto”.
A Bíblia afirma que estamos crucificados com Cristo, o que nos identifica com o seu sofrimento e sua morte, ou como diz o apóstolo Pedro somos co-participantes dos sofrimentos de Cristo.
Contudo, do mesmo modo que com Ele sofremos, também com Ele seremos consolados.
“Se com Ele (Cristo) sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8.17). Paulo nos lembra que estas aflições são leves e temporárias em comparação com a glória eterna vindoura.
Uma terceira e última marca que é indispensável ao cristão é:
3- A MARCA DO SERVIÇO
Marcos, o evangelista apresenta-nos Jesus como exemplo de servo. O próprio Mestre afirmou que não veio para ser servido, mas para servir. Toda existência foi gasta em prol do próximo.
Suas palavras de graça, seu ensino com autoridade, seus milagres, tudo foi evidência que Ele havia vindo ao mundo para servir.
Neste aspecto revolucionou o mundo grego, pois “a entrega voluntária de si mesmo ao serviço de seu próximo é estranha ao pensamento grego.
O alvo mais sublime do homem era o desenvolvimento de sua própria personalidade”. Jesus traz a novidade de uma vida de serviço e exorta a sua igreja a seguir seu exemplo.
Paulo nos lembra que outrora fomos escravos do pecado, mas que pela misericórdia de Deus, Jesus Cristo nos libertou desta escravidão e nos fez escravos de Deus.
Para o apóstolo o homem sempre será escravo; ou do pecado, que traz vergonha e morte, ou de Deus, que resulta em santificação e vida eterna.
Ele mesmo se viu como servo de Deus e se considerava um ministro. Ele é ministro de Deus, de Cristo, do Evangelho e da Igreja.
”.Por certo poderíamos enumerar outras marcas, mas creio que estas já nos são suficientes. Que as marcas da conversão, do sofrimento e do serviço estejam presentes em nosso viver.
BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM

Bem-aventurados os que choram
Mateus 5. 4
Iniciamos uma série de estudos sobre as bem-aventuranças. Já falamos sobre como são Bem-aventurados os humildes de espírito. Bem-aventurados - são os felizes, abençoados. Não no sentido humano de felicidade que, em geral, nos remete ao bem-estar, mas num sentido de humildade, contrição e reconhecimento da dependência de Deus..
As bem-aventuranças revelam quem são felizes aos olhos de Deus.
A verdadeira felicidade inclui aquele bem-estar associado à correta relação do homem para com Deus.
Felizes os que choram, pode nos parecer contraditório, mas fala de uma atitude, um exercício espiritual, não significa uma expressão de sentimento pessoal por perda. Que atitudes de choro nos tornam felizes?
1) A atitude de choro diante do pecado
Quem não experimentou aquele sentimento expresso pelo apóstolo Paulo: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já não o faço eu, mas o pecado que habita em mim" (Romanos 7.19-20).
Este choro representa o estar profundamente triste com nosso próprio pecado, por isso o lamentamos e sentimos a necessidade de arrependimento.
Foi assim com a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lucas 7.36-38). Uma mulher de má reputação, uma prostituta. Sem ser convidada entrou na casa do fariseu, levando um vaso de alabastro com ungüento, e aos pés de Jesus, "chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento" (v.38).
O choro representa a contrição, arrependimento, fé e humildade, ingredientes necessários para o abandono de uma vida de pecado. Como prova ofereceu em ação de graças algo precioso: o ungüento e suas lágrimas.
Veja esse exemplo de Pedro:
"Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente" (Lucas 22.62). Dessa maneira encerra o relato de quando Pedro nega a Jesus, descrito nos quatro evangelhos, nos dá indícios dos erros preliminares do apóstolo: começou com o orgulho (v.33) e a incredulidade (v.34); desobediência em relação à ordem de vigiar e orar (vv. 40-47); tentou lutar com as trevas com armas carnais (v.50); seguia a Jesus de longe, esquecendo de suas palavras (v.54); amaldiçoa a si mesmo (mentindo para si de si) e aos que o acusavam de mentir (Marcos 14.71). O tropeço na vida cristã é conseqüência de erros anteriores.
O choro é a resposta à lembrança trazida à memória, assim que o galo cantou pela segunda vez. Mais do que o cantar do galo, o olhar do Senhor, fez com que Pedro se lembrasse de suas palavras: "Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo" (Lucas 22.61).
Os filhos de Israel perverteram seu caminho e se esqueceram do Senhor, seu Deus. Foram exortados pelo profeta para voltar ao caminho do Senhor. As condições de arrependimento sempre resultam na remoção de santuários e no reconhecimento do direito exclusivo de Deus.
O arrependimento foi expresso em atitudes: "nos lugares altos, se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel" (Jeremias 3.21).
Aqueles que escondem, negam, encobrem ou defendem seus pecados, com certeza estão indo por um caminho errado. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Os que choram pelos seus pecados serão consolados pelo Senhor.
Foi assim com a mulher pecadora que ouviu de Jesus: "perdoados lhes são os seus muitos pecados, porque ela muito amou" (Lucas 7.47) - reconhecer o perdão produz o amor; Pedro ouviu de Jesus: "Eu, porém, roguei por ti, para que tua fé não desfaleça" (Lucas 22.32) - a segurança do cristão é a intercessão de Cristo; do Senhor, seus filhos ouvem: "Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões" (Jeremias 3.22) - o Senhor nos curou através do sacrifício de Jesus.
2) A atitude de choro diante do sofrimento "Inclina, Senhor, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Alegra a alma do teu servo" (Salmo 86.1,4a). Nesta oração Davi implora o socorro de Deus diante de sua aflição. Teólogos citam que: a segunda bem-aventurança diz respeito aos que estão em aflição. São os que sofrem os contragolpes de um mundo que está ainda sob a ação das forças do mal e da morte.
Jesus ouve o pedido de um pai, Jairo. Ele um chefe da sinagoga, um principal que vem a Jesus reconhecendo ser ele sua única esperança. O pedido era para a cura de sua filha, de 12 anos, que estava à morte (Lucas 8.42). "Tendo chegado à casa. Todos choravam e pranteavam" (vv52). Imaginem o desespero deste pai, a pergunta poderia surgir: Se Jesus tivesse vindo antes isso aconteceria? Todos sofriam a morte de uma criança.
Jesus conhecia este sentimento, chorou a morte de seu amigo Lázaro (João 11.35), no entanto sua orientação a Jairo foi: "não temas, crê somente" (Lucas 8.50).
Herodes manda matar a todos os meninos de Belém e região, de 2 anos abaixo, se cumpre o dito do profeta Jeremias: "ouviu-se um clamor em Rama, pranto e grande lamento, era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem" (Jeremias 31.15).
Este é o choro que expressa o sofrimento causado pela injustiça e perseguição, da mesma maneira que tentaram contra a vida de cristo, o inferno tenta prevalecer contra a vida e expansão da igreja, mas já é vencido.
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Os que choram diante do sofrimento são consolados pelo Senhor.
3) A atitude de choro diante da missão
Jesus não chorou apenas na morte de Lázaro, em sua entrada triunfal em Jerusalém chorou ao ver a cidade: "Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou (Lucas 19.41). O choro de Jesus exprime sua lamentação e maldição por causa da incredulidade do povo, estavam cegos espiritualmente.
Diante da rebeldia do mundo contra Deus, vemos a atitude de choro pelos perdidos. É o preço pago por tantos missionários e missões. É o preço que devemos pagar como cristãos. Preço de uma obra a ser realizada, ainda não concluída: "a seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos" (Mateus 9.37). Jesus disse isso aos seus discípulos após ver e se compadecer das multidões que estavam aflitas e exaustas.
Este é o exemplo do apóstolo Paulo no exercício de sua missão, ele chorava enquanto trabalhava: (Atos 20.19) - choro em diferentes lugares e circunstâncias; chorava enquanto ensinava: (Atos 20.31) - o choro pelo discipulado pessoal; chorava enquanto escrevia: (2 Coríntios 2.4) - o choro que exprime o amor (Ágape) transbordante; chorava enquanto líder: (Filipenses 3.17a,18) - o choro pelos cristãos nominais.
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Os que choram pela missão serão consolados pela salvação daqueles que crerem, e será uma multidão de todas as nações, tribos, povos e línguas (Apocalipse 7.9) e pela promessa da nova Jerusalém, a cidade santa, onde a separação em conseqüência do pecado estará superada. (Apocalipse 21.2-3)
ConclusãoNão importa o motivo ou a dor que te faz chorar, mesmo naqueles momentos em que ninguém, por mais que deseje tenha palavras para consolar o seu coração, se você tem Jesus, você é um BEM AVENTURADO, porque ele pode te consolar.
Enquanto estivermos neste mundo haverá choro mas Ele estará conosco todos os dias consolando em todo momento de tristeza através do seu Espírito que é o consolador.
E quando não estivermos mais aqui, há uma esperança para os que estarão com Ele. É a promessa de que ele enxugará dos olhos toda lágrima.
O choro embora aconteça com freqüência, ele tem um período, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
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